Relação entre máquina e mente pode ser aprimorada

Programa desenvolvido pode melhorar atuação de exoesqueletos, veste que funciona como extensão do corpo humano

Alexandre Gonçalves,

30 de dezembro de 2011 | 08h41

 O experimento do robô que controla o braço humano não representa só uma esperança pelo seu possível uso clínico no auxílio de pessoas com paralisia nos membros. Ele também poderá servir de inspiração para aprimorar sistemas baseados na interação entre máquina e mente humana.

O engenheiro mecatrônico Bruno Vilhena Adorno, da Universidade Federal de Minas Gerais, explica que o grande desafio foi criar um algoritmo - espécie de programa de computador - capaz de transformar uma ação complexa (“acertar a bola na cesta”) em um conjunto de instruções simples que poderiam ser executadas sequencialmente pelo robô e pelo braço humano.

Simbiose. Recentemente, o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis conseguiu fazer com que informações produzidas por uma máquina se transformassem em sensações no cérebro de macacos. O resultado completou uma pesquisa anterior em que macacos conseguiam controlar o movimento de um robô com a mente. Os dois estudos juntos comprovam a viabilidade de se construir um exoesqueleto - veste robótica que seria uma extensão perfeita do corpo humano. Poderia ser usado, por exemplo, por pessoas com tetraplegia ou para aumentar a força física necessária para a realização de algumas tarefas.

Atualmente, não há qualquer relação entre os dois grupos, mas Adorno explica que seu algoritmo poderia ser utilizado também para aprimorar a atuação de exoesqueletos. “Não seria só a mente que controlaria a máquina”, explica o pesquisador. “O exoesqueleto seria capaz de interpretar os comandos da mente e escolher a melhor forma de obedecê-los. Ou seja, seria uma verdadeira interação.”

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