Relatório indica aumento da resistência aos remédios contra HIV

Nos 72 países onde a enquete foi feita, os médicos detectaram que 6,8% dos pacientes criaram resistência às drogas

Efe,

17 Julho 2012 | 12h15

 Às vésperas da Conferência Internacional sobre a Aids, marcada para o próximo dia 22, as autoridades médicas publicaram um relatório nesta terça-feira, 17, que evidencia um aumento do número de pessoas infectadas com o vírus HIV que criaram resistência aos remédios.

"Nos 72 países onde a enquete foi feita, os médicos detectaram que 6,8% dos pacientes criaram resistência aos remédios", afirmou à agência Efe Gottfried Hirnschall, o diretor do Departamento de HIV/Aids da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Atualmente, mais de 6,6 milhões de pessoas nos países subdesenvolvidos recebem tratamento anti-retroviral e, segundo Hirnschall, a meta é atingir 15 milhões de pessoas até 2015.

"Embora esteja aumentando, a resistência aos remédios não ocorreu nos níveis que alguns analistas esperavam como consequência da rápida intensificação do tratamento anti-retroviral", acrescentou o especialista.

"O ritmo de desenvolvimento da resistência está diminuindo com o uso de diferentes remédios", completou.

Nos países mais ricos, como Austrália, Japão, Estados Unidos e os países da Europa, os dados indicam que entre 10% e 17% das pessoas em tratamento estão infectadas com um vírus resistente, pelo menos, a um remédio anti-retroviral.

A diferença das taxas de resistência entre países ricos e os subdesenvolvidos pode ser resultado do emprego inicial de um só remédio nos países industrializados, em contraste com a introdução de múltiplos remédios no resto do mundo.

A OMS também estará presente na 19ª Conferência Internacional sobre a Aids, que começa dia 22 de julho em Washington e espera receber 25 mil pessoas.

Além de revisar os dados sobre a resistência aos remédios entre os infectados pelo HIV entre 2003 e 2010, o relatório assinala que "se a resistência for detectada a tempo, e os pacientes receberem tratamentos variados, as combinações provavelmente serão eficazes para a maioria dos pacientes".

Neste sentido, a OMS enfatizou a importância de um acompanhamento capaz de determinar quando os remédios estão deixando de ser eficazes.

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