Remédio para leishmaniose deve ficar 15% mais barato

A fábrica da Sanofi-Aventis em Suzano, a 60 km de São Paulo, irá concentrar a produção mundial do antimoniato de meglumina, medicamento de primeira linha contra a leishmaniose. A produção de 4 milhões de ampolas por ano será ampliada para 5 milhões - que serão exportadas para Irã, Argélia, Tunísia, Turquia, Marrocos, Bulgária e outros 16 países. Com o aumento na produção, o preço de cada ampola vai passar dos atuais R$ 3,60 para R$ 3,05, uma redução de 15%. Além de beneficiar um número maior de pacientes, a ampliação da produção vai criar empregos e causar um impacto positivo nas exportações. A filial brasileira da empresa consegue ainda, com essa iniciativa, integrar o Programa Mundial de Acesso a Medicamentos para Doenças Negligenciadas, criado em 2005 em Lyon, na França. Outras doenças combatidas pelo programa são a malária, a tuberculose, a doença do sono e a epilepsia, além de problemas que podem ser prevenidos com a criação de vacinas. "Não se trata de uma iniciativa social. É uma atitude coerente com a filosofia da empresa", diz a diretora de comunicação da filial brasileira da Sanofi-Aventis, Cristina Moscardi. Saiba Mais Sobre a Doença Doença infecciosa que acomete o homem e outros animais, pode ser causada por várias espécies de protozoários do gênero Leishmania, transmitidos pela picada do mosquito flebócito. Apresenta-se sob seis subtipos: leishmaniose visceral ou calazar, leishmaniose cutânea pós-calazar, leishmaniose cutânea, leishmaniose muco-cutânea, leishmaniose cutânea difusa e leishmaniose muco-cutânea recidivante. A forma mais grave, a visceral - que atinge órgãos como o baço e o fígado - está presente em 19 dos 26 estados brasileiros. No Estado de São Paulo, os casos da doença aumentaram 29% em 2006 em relação a 2005 - quando oito pessoas morreram e 195 contraíram a doença.

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