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Remédio para osteoporose reduz em 38% risco de câncer de mama

Medicamento, porém, duplica a chance de desenvolver câncer de endométrio, tipo uterino mais comum

Efe

20 Abril 2010 | 14h37

Um remédio para combater a osteoporose reduz em 38%, sem efeitos colaterais graves, o risco de contração de câncer de mama por mulheres com um alto porcentual de possibilidade de sofrer da doença, segundo pesquisas.

 

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O autor do estudo, Victor Vogel, apresentou nesta segunda-feira, 19, em Washington, na conferência anual da Associação de Pesquisa de Câncer, os resultados sobre o remédio "raxoline", também conhecido como "Evista", segundo o diário americano USA Today.

 

Tanto esse remédio como o "tamoxifen" foram aprovados anteriormente para combater o câncer de mama, mas poucos médicos o recomendaram e poucas mulheres o tomaram por temerem seus possíveis efeitos colaterais.

 

O grande problema é que o "tamoxifen" reduz em 50% as possibilidades de contrair câncer de mama, mas duplica o risco de câncer de endométrio, o tipo de câncer uterino mais comum, segundo o Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos.

 

Por outro lado, o novo estudo demonstra que o outro remédio, o "raxoline", não aumenta o risco e, por isso, especialistas consideram que poderia ajudar a diminuir as preocupações de médicos e mulheres sobre efeitos secundários.

 

O "raxoline", segundo Vogel, "não é uma cura, mas é uma importante proteção para aquelas mulheres com um alto risco" de sofrer câncer de mama.

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