Remédio que evita rejeição de órgãos é perigoso

Medicamento usado para precaução deixa o corpo vulnerável às ações de infecções e outras doenças

22 de fevereiro de 2008 | 10h19

Um transplante de rim pode salvar sua vida, mas ele tem um preço: os remédios imunosupressantes, necessários para evitar que seu corpo rejeite o órgão transplantado, pode deixar o corpo mais vulnerável às ações de infecções e aumenta o risco de desenvolver um câncer. Em breve será possível detectar se o corpo do paciente aceitou o novo órgão e, com isso, reduzir o uso deste medicamento tão agressivo, segundo divulgou o site NewScientist.com.  "Até o momento, esses medicamentos são drogas perigosas", diz Robert Lecher, do King College London. Ele estima que o sistema imunológico de 51% dos indivíduos que recebem um novo rim aprende a tolerar o novo órgão. No entanto, por ser difícil detectar essa tolerância, a grande maioria usa os remédios como forma de precaução. "Parar de tomar esse medicamento é muito arriscado, pois se o processo de rejeição se iniciar, o rim será danificado", completou Lecher.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.