Remédios para diabete e hipertensão têm reajuste maior

Os remédios controlados pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) sofrerão reajuste de preços a partir de 31 de março. Para o aumento deste ano, o governo definiu três porcentuais: 5,51%, 4,57% e 3,64%. O maior índice, segundo a Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico (ABC Farma), deverá atingir os produtos usados no controle de hipertensão e diabete, que estão entre os mais consumidos. De acordo com a entidade, as diferenças de porcentual para o reajuste se devem à fórmula usada pelo governo, que inclui uma série de fatores. De forma geral, quanto maior a competitividade de determinados remédios, avaliado pelo nível de participação dos genéricos nas vendas, também será maior o aumento autorizado. Sendo assim, o reajuste deve pesar mais no bolso de diabéticos e hipertensos, que dependem do consumo dos remédios para controlar as doenças, pois há muitos genéricos referentes a estes produtos no mercado. Dados de 2004 da IMS Helth apontavam que no caso de medicamentos cujo princípio ativo é o Omeprazol, por exemplo, a participação dos remédios alternativos ultrapassava 60% das vendas, e os índices continuam crescendo. Nas farmácias, os consumidores deverão encontrar os preços mais altos a partir do dia 31, quando o reajuste estará liberado. O Captopril, de 12,5 mg e 30 comprimidos, poderá ter o preço corrigido de R$ 9,23 para R$ 9,73. O prejuízo será maior aos pacientes que utilizam o Sinvastatina. A cartela com 30 comprimidos de 20 mg. poderá subir de R$ 62,97 para R$ 66,43. De qualquer forma, as grandes redes de farmácias costumam oferecer descontos atraentes aos clientes fiéis, por meio dos cartões de fidelidade, ou até mesmo para quem efetuar as compras por telefone. Farmácia Popular não reajusta tabela de preços - O Ministério da Saúde informou ontem que o preço dos remédios vendidos nas unidades das Farmácias Populares não será reajustado no dia 31. O governo deve segurar os valores atuais por mais alguns meses. Essas farmácias, mantidas pelo governo federal, são uma boa opção para quem quer economizar na hora de comprar remédios. Nas lojas, os medicamentos são vendidos em menor quantidade, pois os consumidores não são obrigados a adquirir uma caixa inteira do produto. Os preços são até 90% mais baratos do que nas lojas convencionais. Na Farmácia Popular, os pacientes podem encontrar medicamentos para hipertensão, diabete, úlcera gástrica, depressão, asma, infecções e verminoses, além de preservativos. Para saber o endereço da loja mais próxima, basta acessar o site www.saude.gov.br/farmaciapopular. As unidades funcionam de segunda a sexta, das 8h às 18h, e aos sábados, das 8h ao meio-dia.

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