Reprodução/AMB
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Representantes das entidades médicas falam sobre paralisação

Reajuste dos honorários médicos está entre as reivindicações das entidades

Central de notícias,

05 Abril 2011 | 14h18

São Paulo, 5 - Nesta terça-feira, 5, representantes das três entidades médicas federais falaram sobre a mobilização da classe que prevê uma paralisação na próxima quinta-feira, 7. Segundo o diretor de saúde pública da Associação Médica Brasileira (AMB), Florentino Cardoso, o movimento pretende colocar às claras a difícil relação entre médicos e planos de saúde e "visa proteger a população vinculada à saúde suplementar."

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O movimento busca os reajustes dos honorários médicos, a regularização dos contratos conforme a Resolução ANS Nº 71/2004 e a aprovação de projeto de lei que contemple a relação entre médicos e planos de saúde.

De acordo com Florisval Meinão, 1º tesoureiro da AMB, os reajustes de honorários dados aos médicos nos últimos dez anos estão abaixo dos índices da inflação, não possuem critérios e, apesar de terem ocorrido várias reuniões com as operadoras, nenhuma proposta concreta foi alcançada. "Estamos fazendo um movimento de alerta à população, para que conheça os bastidores do nosso trabalho, e às operadoras, para que nos respeitem. Queremos que os contratos sejam revistos e que comecem a vigorar os critérios de reajuste periódico, conforme a Resolução n. 71 da ANS", disse Meinão.

O secretário de Saúde Suplementar da Federação Nacional de Médicos (Fenam), Márcio Bichara, frisou que o movimento não é só reivindicatório, mas também tem preocupação com a qualidade de atendimento prestada aos pacientes. "Não pleiteamos nada além de uma relação honesta com os planos de saúde, de modo a não prejudicar o atendimento oferecido aos nossos pacientes", afirmou.

O 2º vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Aloísio Tibiriçá, comentou as interferências que as operadoras de planos de saúde fazem no trabalho do médico, como solicitações de alta precoce e recusas em cobrir procedimentos que os usuários têm direito. "É uma intervenção direta e antiética no nosso trabalho", ressaltou. 

Eleuses Paiva, ex-presidente da AMB e atualmente vice-presidente da Frente Parlamentar da Saúde da Câmara, anunciou que convocará amanhã, dia 06, uma audiência pública com todos os representantes do setor da saúde suplementar para avaliar a situação. "Uma vez que está sendo deflagrado um movimento nacional, o Congresso passa a ter preocupação com o desequilíbrio econômico e com a quebra de autonomia que tem recaído sobre os médicos", disse.

Os representantes das entidades médicas destacaram que esperam ações mais incisivas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) na revisão dos contratos e na instituição de regras que regulamentem a relação entre os médicos e as operadoras.

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