Fabio Motta/Estadão<br>
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Resistência de tuberculose a drogas chega a nível de alerta, diz OMS

Cerca de 9 milhões de pessoas contraíram tuberculose durante o ano e aproximadamente 3,5% delas não reagiram a medicamentos

Louise Ireland, Reuters

22 Outubro 2014 | 13h38

A tuberculose resistente a múltiplas drogas permanece em níveis de crise, com cerca de 480 mil novos casos este ano, além de várias formas de doença pulmonar que mataram cerca de 1,5 milhão de pessoas em 2013, alertou nesta quarta-feria a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Nos últimos anos, o surgimento de vários tipos de tuberculose resistentes a medicamentos - um problema criado pelo homem, causado por pacientes regulares que recebem medicamentos errados, doses erradas ou não completam o tratamento - está se tornando uma ameaça crescente à saúde no mundo.

Cerca de 9 milhões de pessoas contraíram tuberculose durante o ano e aproximadamente 3,5 por cento delas tinha uma cepa que até certo ponto é resistente aos medicamentos - casos que são muito mais difíceis de tratar e têm taxas de cura significativamente mais baixas, disse a OMS.

"Há epidemias graves em algumas regiões, particularmente na Europa Oriental e na Ásia Central", informou a agência de saúde da Organização das Nações Unidas (ONU) na sua avaliação anual da questão da tuberculose no mundo, observando que a taxa de sucesso do tratamento desses casos é "alarmantemente baixa".

Além disso, a tuberculose extensivamente resistente aos remédios, uma outra cepa ainda mais difícil de tratar do que a multiressistente, e a um custo mais caro, já foi registrada em 100 países.

Antes conhecida como a "peste branca", pela sua capacidade de tornar as vítimas magras, pálidas e febris, a tuberculose provoca suores noturnos, tosse persistente, perda de peso e sangue no catarro ao cuspir. É transmitida através do contato próximo com pessoas infectadas.

De todas as doenças infecciosas, apenas o vírus da imunodeficiência humana (HIV), que causa a Aids, mata mais pessoas do que a tuberculose.

A agência, com sede em Genebra, também alertou que a falta de financiamento está dificultando os esforços para combater a epidemia global.

Estima-se que 8 bilhões de dólares sejam necessários para lidar com a doença completamente, diz a OMS, e um déficit anual de 2 bilhões de dólares mostra que isso não é possível por enquanto, diz a entidade.

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