Steve Parsons/AP
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Restos mortais do rei Alfredo, o Grande podem ter sido identificados

Arqueólogos da Inglaterra estudam fragmento de osso datado entre os anos de 895 e 1017

Efe

18 Janeiro 2014 | 11h42

LONDRES - Os restos do rei Alfredo, o Grande (849-899) ou de seu filho, Eduardo, o Velho (874-924), poderiam ter permanecido os últimos 15 anos em uma caixa sem etiqueta no depósito de um museu de Winchester, segundo divulgaram nessa sexta-feira cientistas da universidade dessa cidade inglesa.

Os arqueólogos desenterraram em 1999 um osso pélvico que poderia pertencer ao antigo monarca de Wessex, o primeiro que se autoproclamou rei dos anglo-saxões. Os cientistas não o submeteram então a uma análise exaustiva e arquivaram o osso junto a outros exemplares.

No ano passado, após o interesse que despertou na Inglaterra a descoberta do esqueleto de Ricardo III, um grupo de especialistas exumou os restos de um túmulo sem identificação na igreja de São Bartolomeu, em Winchester (sul da Inglaterra), na qual se pensava que estava enterrado Alfredo, o Grande.

As análises indicaram, no entanto, que esses ossos datam do ano de 1300, não de 899, por isso não poderiam pertencer ao antigo monarca, e os pesquisadores iniciaram então uma nova busca pelos restos mortais do antigo rei.

Suas pesquisas os levaram a estudar de novo as caixas com o material que tinha sido desenterrado 15 anos antes na Abadia de Hyde, nas quais se encontrou o fragmento do osso pélvico, que acabou datado entre os anos de 895 e 1017.

"Trata-se de ossos que estavam perto do altar maior. Até onde sabemos, pelas crônicas e os arquivos, os únicos indivíduos que poderiam ser enterrados ali que batem com a idade e o momento no qual morreram são Alfredo e Eduardo", afirmou Katie Tucker, pesquisadora da Universidade de Winchester.

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