Ribeirão Preto pode cassar alvará de lojas com mosquito da dengue

O prefeito de Ribeirão Preto, Welson Gasparini (PSDB), ameaçou hoje cassar o alvará de funcionamento de estabelecimentos comerciais que não eliminarem os criadouros do mosquito "Aedes aegypti", transmissor da dengue e da febre amarela. "Primeiro o estabelecimento é notificado. Na reincidência, é multado. Na terceira verificação, se ainda houver criadouros, vamos cassar o alvará de funcionamento", assegurou Gasparini. A cidade registrou em 2006 o recorde de 4.193 casos de dengue. Outra epidemia ocorreu em 2001, quando 3.190 pessoas tiveram a doença. No ano passado também foram contabilizados 15 casos de dengue hemorrágica, com um óbito provocado diretamente pela doença. Uma segunda vítima morreu de complicações de uma cirurgia, mas também estava com dengue hemorrágica. Um terceiro caso suspeito, já com morte do paciente, está sendo investigado pelo Instituto Adolfo Lutz. O prefeito demonstrou irritação com os munícipes que não cuidam de seus quintais e terrenos. "Temos 519 pessoas trabalhando no combate à dengue e não é justo que a população não ajude a eliminar os criadouros", disse. O prefeito anunciou algumas medidas para a redução do Índice de Breteau, que mede a infestação do mosquito, entre elas ações judiciais para vistoriar imóveis fechados ou onde a entrada não é autorizada pelos moradores.

Agencia Estado,

03 de janeiro de 2007 | 15h00

Tudo o que sabemos sobre:
notícia

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.