Emerson Ferraz/Divulgação
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Rio confirma a terceira morte por febre amarela no Estado

Óbito aconteceu em Itaperuna, no noroeste fluminense; nesta 2ª, Duque de Caxias registrou o primeiro caso suspeito da doença na região metropolitana da capital

Constança Rezende, O Estado de S.Paulo

04 Abril 2017 | 10h06
Atualizado 04 Abril 2017 | 21h52

RIO - Um trabalhador rural de 33 anos é o terceiro caso confirmado de morte por febre amarela no Estado do Rio. Alan Ferreira morava em Porciúncula, cidade do Noroeste Fluminense, a 348 quilômetros da capital, na divisa com Minas Gerais e Espírito Santo. Por causa da proximidade com áreas de risco para transmissão da febre amarela, a cidade foi a primeira a receber vacinas para imunizar toda a sua população, em campanha iniciada em 28 de janeiro. Ferreira recusou-se a ser vacinado, informou o superintendente de Saúde, Marco Antonio Avellar. O lavrador adoeceu em 23 de fevereiro e morreu três dias depois.

Segundo informações colhidas pelas equipes de Vigilância em Saúde de Porciúncula, Ferreira havia visitado um município no interior de Minas. Em 23 de fevereiro, foi atendido no posto de urgência com febre, diarreia, vômito e dores no corpo. Com o agravamento do seu estado de saúde, foi transferido para o Hospital São José do Avahy, na cidade vizinha de Itaperuna.

"Ele morreu em três dias, num caso de evolução muito rápida. A princípio foi diagnosticado como leptospirose, mas o resultado do exame, divulgado na segunda-feira, 3, pelo Laboratório Central Noel Nutels, revelou a febre amarela", contou Avellar.

Alan Ferreira morava no distrito de Santa Clara, na região rural de Porciúncula. "As equipes da secretaria estão fazendo imunização porta a porta dos moradores com mais dificuldades de ir aos postos na cidade, principalmente os da região rural, que é muito extensa. Ele morava com o filho e os pais. Todos foram vacinados, mas ele se recusou", explicou o superintendente. A cidade, de 18 mil habitantes, recebeu 15 mil doses da vacina. Atingiu a meta de imunizar 80% dos seus moradores.

Na segunda-feira, 3, a Secretaria Municipal de Silva Jardim, na Baixada Fluminense, confirmou a morte de um morador de 69 anos por febre amarela. O homem morreu em 30 de março, 11 dias depois de tomar a vacina contra a febre amarela, contraindicada para pessoas com mais de 60 anos.  A Secretaria de Saúde ainda aguarda o resultado final dos exames para informar se ele contraiu o vírus silvestre ou o vírus vacinal. A vacina contra febre amarela usa vírus atenuado; nas pessoas com baixa imunidade, como idosos, a doença pode se manifestar.

O primeiro caso de febre amarela no Estado foi o do pedreiro Watila dos Santos, de 38 anos, que vivia na região rural de Casimiro de Abreu, na Baixada Litorânea. Foram registrados outros sete casos em Casimiro de Abreu, um deles é um morador de São Pedro da Aldeia, e um caso em São Fidélis, no Norte Fluminense.

Macaco morto. Em Macaé, no Norte Fluminense, pesquisadores do Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Ambiental de Macaé, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Nupem/UFRJ) e órgãos da prefeitura, encontraram um bugio doente e outro morto no Parque Municipal Atalaia. Eles fizeram uma varredura em três quilômetros de trilhas do parque depois que dois macacos foram encontrados mortos no fim de semana. As causas das mortes ainda estão sendo investigadas. Os pesquisadores também instalaram 20 armadilhas para capturar mosquitos, a fim de identificar mosquitos Haemagogus e Sabethes, transmissores da febre amarela silvestre.

 

 

 

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