Rio confirma mais 13 mortes; já são 67 vítimas da dengue

Lula culpa governos e população pela epidemia da doença, que tá registra mais de 120 mil casos em 2008

31 de março de 2008 | 22h17

Nesta segunda-feira, 31, o município do Rio teve 13 mortes por dengue, elevando o número total de mortos de 31 para 44. Desses, 23 são de crianças até 12 anos. Em todo o Estado, foram pelo menos 67 mortes. A epidemia de dengue preocupa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também do resto do país, que registrou, este ano, 120.570 casos de dengue. Desse total, 74 morreram - 48 pela forma hemorrágica da doença e o restante por complicações provocadas pela infecção.   Veja também:  Especial - A ameaça da dengue Rio pede médicos de outros Estados contra epidemia de dengue Contratação de pediatras não resolve dengue no RJ, diz Soperj Embrapa desenvolve inseticida para morador usar em criadouro Juíza determina que SUS garanta vaga para doente Dengue atinge status de epidemia no Rio Epidemia de dengue ameaça 30 cidades do País Cabral defende fechamento de hospital que pode tratar dengue   Segundo o presidente, a chave para diminuir a incidência de dengue, que só este ano, no Rio, já atingiu mais de 45 mil pessoas, é "cuidar da dengue antes de sermos picados pelo mosquito". "Depois que ele pica a situação fica complicada", afirmou Lula durante o evento de início das obras do PAC em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.   As piores situações são a do Amazonas, que teve o maior aumento no número de casos, e a do Rio de Janeiro, que registrou 36% dos casos de dengue de todo País, além de pelo menos 55 mortes devidas à doença ou suas complicações.   As Forças Armadas abriram nesta segunda-feira três hospitais de campanha para ajudar no atendimento aos doentes da epidemia de dengue. O número de casos notificados em todo o Estado já chega a 45 mil desde janeiro - nos 12 meses de 2007, foram cerca de 66,5 mil casos da doença.   Além dos hospitais, o secretário estadual da Saúde do Rio, Sérgio Cortês, afirmou que quer buscar pediatras em outros Estados com o intuito de fortalecer o atendimento de crianças com dengue na cidade.   A Secretaria da Saúde informou que está enfrentando dificuldades em contratar novos profissionais, devido à falta de procura dos médicos, e por isso vai arcar com as despesas de transporte e hospedagem dos médicos, além de pagar pelos plantões realizados.   "Fazer a revisão dos óbitos é muito importante não apenas para  que os mesmos erros não sejam cometidos, mas para que o Brasil comece a montar a sua literatura da experiência do combate à doença. A dengue, neste momento, assumiu uma gravidade na infância jamais vista e nós temos pouca expertise no tema", afirmou a presidente da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro, Dra. Maria de Fátima Coutinho.   (Com informações de Talita Figueiredo, Alexandre Rodrigues e Lígia Formenti)

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