Governo do Rio de Janeiro/Divulgação
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Presos do Rio serão vacinados contra caxumba

Desde fevereiro, 93 pessoas adoeceram em presídios; Estado vive surto, com 658 casos suspeitos no ano

Clarissa Thomé, O Estado de S. Paulo

13 Julho 2015 | 09h56

Atualizada às 19h59

RIO - Após o registro de 93 casos decaxumba nos presídios do Rio de Janeiro, desde fevereiro, a prefeitura anunciou que fará campanhas de vacinação contra a doença em todas as unidades prisionais. Dos detentos que adoeceram, 13 ainda estão em isolamento, 19 estão em observação e 61 já retornaram ao convívio com outros presos. O município enfrenta um surto da doença - foram registrados 658 casos suspeitos desde o início do ano; 52 deles apenas na última semana. 

Os últimos casos em presídios ocorreram no Instituto Penal Plácido de Sá Carvalho, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, zona oeste. São três presos diagnosticados com a doença, agora isolados. Agentes e detentos que tiveram contato com eles foram vacinados com a tríplice viral.

Em nota, a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária informou que os presos com suspeita de caxumba “são isolados (...) para não propagar o vírus, recebendo tratamento adequado”. A Secretaria Municipal de Saúde informou que já recebeu o pedido das vacinas para a campanha de imunização. Serão vacinados os presos que não tomaram as duas doses recomendadas da tríplice viral.  

O Estado do Rio de Janeiro tem 68 focos de caxumba. Os casos ocorreram na capital (que concentra 84,2% do total registrado), Niterói, Grande Rio, Nova Iguaçu e na Baixada Fluminense. 

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde informou não haver evidência de epidemia no Rio de Janeiro. “O aumento do número de casos está sendo objeto de investigação. Diferentes hipóteses estão sendo analisadas. Estão sendo investigados, por exemplo, dados como a incidência de casos de pessoas já vacinadas, em comparação as não vacinadas ou que não completaram o ciclo vacinal (ou seja, que não tomaram as duas doses da vacina). Outra hipótese pode ser a possibilidade de redução da eficácia da vacina ao longo dos anos”, informou em nota.

Morte suspeita. Exames descartaram que a única morte suspeita tenha ocorrido por caxumba. Foi o caso da adolescente de 14 anos que morreu com sintomas de encefalite (inflamação aguda no cérebro, desencadeada por vírus ou bactéria) após 11 dias internada. O laudo do Insituto Noel Nutels deu negativo para o vírus da caxumba.

Na escola em que estudava a adolescente, na zona oeste do Rio de Janeiro, houve mais 43 casos suspeitos da doença. O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, informou que a maioria dos casos registrados na cidade ocorreu em pessoas que não haviam sido vacinadas.

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