Rio de Janeiro já registra a pior epidemia de dengue da história

Número de mortes no Estado chega a 92, superando o recorde de 91, registrado ao longo de todo a no de 2002

Da Redação (com Reuters), estadao.com.br

22 de abril de 2008 | 14h07

 A epidemia de dengue matou 92 pessoas do Rio de Janeiro em 2008, o maior número de mortes em decorrência da doença já registrado oficialmente no Estado. A Secretaria Estadual de Saúde informou nesta terça-feira, 22, que 110.783 pessoas foram infectadas neste ano. Além das 92 mortes confirmadas, outras 96 ainda são investigadas por possível relação com a epidemia. Em 2002, o Rio registrou 91 mortes por dengue, o que até agora era a pior epidemia da doença da história.   Veja também: Mesmo com a dengue, Rio terá vacinação contra gripe   Epidemias no mundo Dengue no Brasil     Em menos de quatro meses, a atual epidemia superou as 91 mortes por dengue de 2002, quando foram registrados mais de 288.000 casos da doença no Estado durante todo o ano. Desta vez a letalidade proporcional da doença é bem maior.                                     Mais de metade das vítimas do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti, está na capital fluminense, onde 56.919 pessoas foram contaminadas e 55 morreram.   Cerca de metade dos mortos no Estado têm menos de 15 anos. Segundos especialistas, as crianças estão mais suscetíveis por não terem, até então, tido contato com o tipo 2 da doença, que predomina na atual epidemia.   O mais recente relatório semanal divulgado pela secretaria revela um aumento de 5 mortes e quase 18 mil casos registrados nas estatísticas em relação ao período anterior.   Depois da capital, os municípios mais atingidos pela epidemia de dengue são Duque de Caxias (11 mortes), São João de Meriti (5) e Angra dos Reis (4).   Em todo o ano passado, 66.553 pessoas contraíram dengue no Estado do Rio, com 37 óbitos. Na capital, os 56.919 casos deste ano superam em muito os 25.107 do ano passado, quando 26 pessoas morreram no ano inteiro.                Na manhã desta terça-feira, 22, 20 agentes de saúde fizeram uma inspeção no prédio da antiga revista Manchete, no Bairro Parada de Lucas, zona norte da capital. Segundo o coordenador de Controle de Vetores da prefeitura, Mauro Blanco, muitos focos do mosquito transmissor da dengue foram encontrados no edifício, que está abandonado há mais de sete anos.   "Nós estamos tentando encontrar o responsável por essa massa falida. Encontramos vários criadouros em caneletas e ralos, que estavam acumulando água, além de uma quantidade muito grande de mosquitos adultos. Estamos tentando fazer um pente fino nesses prédios, que são muito grandes." Blanco ressaltou a importância de a população denunciar situações como essa, por meio do Tele-dengue, que atende pelo número (21) 2575-0007.   Na quarta-feira, 23, a Defesa Civil do município do Rio e a União dos Escoteiros do Brasil da região irão promover uma campanha contra a dengue em oito bairros da cidade. Cerca de 800 escoteiros vão orientar os moradores a tomarem medidas contra a proliferação do mosquito transmissor da doença, o Aedes eegypti.   Texto ampliado com novos números às 19h37 

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