Rio desmonta esquema para conter epidemia de dengue

Até ontem, no Rio, foram confirmadas 106 mortes - três a mais do que foi divulgado na semana passada

Talita Figueiredo, O Estado de S. Paulo

07 de maio de 2008 | 20h22

A Secretaria Estadual de Saúde começa a desmobilizar o aparato montado para tratar pacientes de dengue, com o arrefecimento da epidemia. Amanhã, a tenda de hidratação instalada no Quartel de Bombeiros do Méier (zona norte) será desativada. Até ontem, no Estado, foram confirmadas 106 mortes - três a mais do que foi divulgado na semana passada - e 131.238 casos. Na capital, foram registrados 64 óbitos e quase 73 mil casos. Segundo a secretaria, a tenda do Méier, que recebia pacientes vindos do Hospital Salgado Filho, chegou a atender 120 pacientes por dia, mas o número caiu pela metade. Os doentes serão agora encaminhados para o PAM do Méier e, quando necessário, levados para a tenda da Penha (também na zona norte). No centro de hidratação do Méier trabalhou uma equipe de médicos e enfermeiros do Hospital Israelita Albert Einstein (SP), que cedeu profissionais sem custo para o Estado.  Desde 24 de março, a secretaria de Saúde instalou 17 tendas de hidratação - sendo três deles hospitais de campanha das Forças Armadas , um em parceria com o governo federal e cinco em parceria com as secretarias municipais de cidades da Baixada e Região Metropolitana. Nas oito unidades administradas exclusivamente pela Estado, foram realizados mais de 26 mil atendimentos até o fim de abril.  Anteontem, a juíza Regina Coeli de Carvalho, da 18ª Vara Federal, negou o pedido de prisão do secretário municipal de Saúde do Rio, Jacob Kligerman, que havia sido feito no mesmo dia pelo defensor público da União André Ordacgy, em razão de a secretaria não cumprir a determinação de abrir os postos de saúde 24 horas durante a epidemia. Ela, no entanto, determinou que a multa pelo descumprimento da decisão passe a ser de R$ 10 mil por semana.

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