Rio e São Paulo sofrem com a baixa umidade do ar

Ar seco e quente pode agravar doenças respiratórias como alergias e asma

Agência Brasil

23 de agosto de 2010 | 20h18

RIO DE JANEIRO - A massa de ar seco que cobre boa parte do território nacional elevou a temperatura nesta segunda-feira, 23, na cidade do Rio de Janeiro para 32,6ºC e diminuiu a umidade relativa do ar para até 35% ao longo da tarde. Em São Paulo, a Defesa Civil declarou estado de alerta porque a umidade chegou ao patamar de 20%.  

 

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Segundo a médica Elizabete Blanc, do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o ar seco e quente pode agravar as doenças respiratórias. “Quando o clima fica seco, o ar quente e a baixa umidade ressecam as vias respiratórias, agravando o estado de quem tem alergias e asma", afirma.

“É importante tentar umidificar o ar nos ambientes fechados. Um umidificador elétrico ou uma bacia com água já ameniza os efeitos do ar seco”, recomenda Elizabete.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera estado de atenção quando a umidade do ar é inferior a 30%, estado de alerta com menos de 20% e emergência quando chega a 12%.

"O cenário climático do Rio não deverá se alterar durante esta semana e, somente na próxima, uma frente fria conseguirá romper a barreira quente que está sobre o Estado", disse a meteorologia do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) Marlene Leal.

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