REUTERS/Adriano Machado
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Rio instala cinco contêineres para guardar corpos de vítimas da covid-19 em hospitais

Frigoríficos buscam aliviar sobrecarga nos necrotérios, que estão sofrendo para lidar com os mortos

Caio Sartori, O Estado de S. Paulo

27 de abril de 2020 | 17h39

RIO - Os hospitais municipais do Rio já adquiriram cinco contêineres para aumentar a capacidade de seus necrotérios durante a pandemia do coronavírus. Somados, eles comportam 78 corpos.

Três deles foram instalados no hospital de referência da Prefeitura para covid-19, o Ronaldo Gazolla, na zona norte. Cada um tem 18 vagas. Além dele, o Souza Aguiar, no Centro, também conta com um frigorífico do mesmo tamanho. Já o Evandro Freire, na zona norte, alugou um de menor porte - comporta seis corpos -, mas "poderá ampliar a capacidade, se necessário", segundo a Secretaria Municipal de Saúde.

Além de abrigar os mortos nos respectivos hospitais, os contêineres também vão servir para aliviar os necrotérios de outras unidades de cada região.

A capital fluminense concentra 382 das 645 mortes confirmadas no Estado até este domingo. Os hospitais cariocas e fluminenses já sofrem com a falta de leitos para pacientes com quadros mais graves da doença.

Além dos oito hospitais de campanha anunciados pelo Estado - que estão atrasados -, a Prefeitura também construiu o seu. Apesar das obras estarem concluídas, a inauguração da unidade, que conta com 500 leitos, só será feita nesta sexta-feira, 1º. Do total de vagas, 100 são de UTI. 

 

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