Rio pede médicos de outros Estados contra epidemia de dengue

Estado vai arcar com despesas de transporte e hospedagem de médicos, além de pagar pelos plantões realizados

Solange Spigliatti, estadao.com.br

31 de março de 2008 | 13h13

O secretário estadual da Saúde do Rio, Sérgio Cortês, afirmou nesta segunda-feira, 31, que quer buscar pediatras em outros Estados com o intuito de fortalecer o atendimento de crianças com dengue na cidade. No fim de semana, pelo menos cinco novas mortes suspeitas de dengue foram registradas, três delas de crianças no Estado. Ao todo, entre os casos confirmados e aqueles que ainda dependem de confirmação clínica, 119 pessoas podem ter morrido no Rio em decorrência da doença. VEJA TAMBÉM Especial - A ameaça da dengueContratação de pediatras não resolve dengue no RJ, diz SoperjEmbrapa desenvolve inseticida para morador usar em criadouroJuíza determina que SUS garanta vaga para doenteDengue atinge status de epidemia no RioEpidemia de dengue ameaça 30 cidades do PaísCabral defende fechamento de hospital que pode tratar dengue  Segundo informações da Secretaria da saúde, a secretaria, que está enfrentando dificuldades em contratar novos profissionais, devido à falta de procura dos médicos, vai arcar com as despesas de transporte e hospedagem dos médicos, além de pagar pelos plantões realizados. A Secretaria ainda não tem informações de quantos profissionais ainda são necessários para atender à grande demanda. A capital lidera o número de mortes oficiais: 31. As Forças Armadas abrem nesta segunda-feira, 31, três hospitais de campanha para ajudar no atendimento aos doentes da epidemia de dengue. O número de casos notificados em todo o Estado já chega a 45 mil desde janeiro - nos 12 meses de 2007, foram cerca de 66,5 mil casos da doença. A Aeronáutica apresentou no domingo as barracas do seu hospital de campanha, que vai funcionar na Barra da Tijuca. Ele será o único das três unidades militares que terá as portas abertas ao público. A unidade tem um laboratório capaz de fazer exames de sangue para diagnosticar a doença em poucos minutos e uma UTI móvel. Os hospitais do Exército, na Vila Militar de Deodoro (zona norte), e da Marinha, em Nova Iguaçu, receberão somente casos encaminhados pela rede pública para hidratação venosa. O governo estadual, que já inaugurou quatro tendas de hidratação na região metropolitana, abrirá outras duas nesta semana. O cenário é caótico na emergência pediátrica do Hospital Cardoso Fontes, que era administrado pela prefeitura e foi retomado pelo governo federal na intervenção de 2005. Mães que não conseguiam atendimento para os filhos se queixaram da falta de pediatras. A alta incidência da dengue entre crianças foi tema de uma manifestação na Praia da Barra, que teve meninas e meninos fantasiados de mosquito.

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