Wilton Junior / Estadão
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Rio prevê início da vacinação ainda em janeiro; previsão é imunizar 1/3 da população

O prefeito Eduardo Paes (DEM) disse que a cidade vai seguir o Plano Nacional de Imunização (PNI) e acrescentou que há a expectativa de que ele seja colocado em prática já a partir do próximo dia 20

Marcio Dolzan, O Estado de S. Paulo

03 de janeiro de 2021 | 11h14

   

RIO - O prefeito do Rio, Eduardo Paes (DEM), disse na manhã deste domingo, 3, que a cidade vai seguir o Plano Nacional de Imunização (PNI) e acrescentou que há a expectativa de que ele seja colocado em prática já a partir do próximo dia 20. O anúncio oficial, segundo ele, será feito nesta segunda-feira pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

"Amanhã, o ministro Pazuello vai anunciar as datas do PNI. Eu ouvi até uma especulação que vai ser dia 20 de janeiro, que seria uma grande homenagem a São Sebastião, que é padroeiro da nossa cidade", comentou o prefeito, em breve pronunciamento feito ao lado do governador Cláudio Castro (PSC), no Palácio da Cidade, uma das sedes do governo municipal.

Mais tarde, o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, declarou que ainda aguarda uma definição de data, mas deixou escapar que "com certeza nós começamos a vacinar este mês". Questionado se a Prefeitura havia recebido essa garantia do Ministério da Saúde, Soranz deu um leve sorriso e disse apenas que "nós temos a expectativa que comece assim que possível".

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De início, a cidade do Rio espera vacinar 2,6 milhões de pessoas - cerca de 1/3 da população. Pelo plano, serão necessários 450 pontos de vacinação e 10,5 mil profissionais de saúde, que precisarão passar por treinamento.

Neste domingo, o Diário Oficial do Município informou a contratação de 150 leitos para tratamento de covid-19 na rede privada do Rio. Assim, 343 novos leitos, entre rede pública e privada, serão abertos no Rio ainda em janeiro.

 

Anvisa aprova importação de 2 milhões de doses da vacina de Oxford

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a importação de dois milhões de doses da vacina contra o coronavírus desenvolvida pela Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca, que será fabricada e distribuída no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Com a decisão, tomada em 31 de dezembro, o laboratório público espera que a vacinação no País comece ainda em janeiro. A Fiocruz afirma que irá pedir na próxima semana o aval para uso emergencial do imunizante, o que deve permitir a aplicação em grupos restritos pelo SUS, como de profissionais de saúde ou idosos. A Anvisa espera avaliar pedidos de uso emergencial em até dez dias.

O Reino Unido autorizou em 30 de dezembro o uso emergencial da vacina de Oxford/AstraZeneca contra o novo coronavírus, em regime de aplicação de duas doses completas, com intervalo de um a três meses. 

O Ministério da Saúde afirma que, no melhor cenário, a vacinação começará em 20 de janeiro no Brasil. A importação das doses prontas marca uma mudança de estratégia da Fiocruz, que pretendia trazer o insumo farmacêutico da vacina ao Brasil em janeiro, terminar a fabricação no País, mas só liberar as primeiras unidades ao público em fevereiro. 

Instituto Butantã também importou doses de vacina contra a covid-19 produzida em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. O governo paulista afirma ter estoque de 10,8 milhões de doses da Coronavac. O Butantã também afirma que pedirá aval para uso de sua vacina nas próximas semanas e mira 25 de janeiro como data para o começo da vacinação.

A vacina que será fabricada na Fiocruz é a aposta do governo Jair Bolsonaro contra a covid-19. A ideia é distribuir 210,4 milhões de doses em 2021, que serviriam para imunizar mais de 105 milhões de pessoas. As primeiras 30 milhões de doses que a Fiocruz completará a fabricação devem ser entregues em fevereiro. 

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