Nicolas Bock/Bloomberg
Nicolas Bock/Bloomberg

Rio quer começar a vacinação ainda em janeiro, junto com São Paulo

Para iniciar a imunização o prefeito Eduardo Paes anunciou a compra de 3,2 milhões de doses da Coronavac

Roberta Jansen, O Estado de S.Paulo

08 de janeiro de 2021 | 18h54

RIO - A Prefeitura do Rio pretende iniciar a vacinação contra a covid-19 ainda em janeiro, no mesmo dia previsto para começar em São Paulo, 25 de janeiro, ou até antes. Para iniciar a imunização o prefeito Eduardo Paes (DEM) anunciou nesta sexta-feira, 08, a compra de 3,2 milhões de doses da Coronavac, produzida pelo Instituto Butantã em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

Segundo o prefeito, o início da campanha pode até ser antecipado se o Programa Nacional de Imunização começar a vacinar antes do dia 25. O Rio deverá dispor de 450 pontos de vacinação. A Anvisa já recebeu o pedido de uso emergencial da Coronavac e deve liberar o imunizante nos próximos dias.

“Estamos caminhando para até o fim deste mês começar a vacinação”, afirmou Eduardo Paes, durante lançamento do primeiro Boletim Epidemiológico de Covid-19 do município. “O secretário Daniel Soranz vai para mais uma reunião com o Butantan. Temos um compromisso de comprar 3,2 milhões de doses. Estamos trabalhando para começar a vacinação no mesmo dia que São Paulo. Mas isso pode ser antecipado pelo Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunização.”

A prefeitura vai divulgar o novo boletim epidemiológico semanalmente. De acordo com o levantamento do Centro de Operações de Emergências, 25 bairros da cidade tem risco alto para covid, levando em conta o número de mortes e de internações. Copacabana, na zona sul, é o bairro mais afetado.

Nenhum bairro foi considerado de risco muito alto. Desde o início da pandemia, foram 171.843 casos da doença no município, o que representa uma taxa de incidência de 2.579 casos para 100 mil habitantes.

“Este é o primeiro boletim que nós divulgamos e que vamos passar a divulgar toda sexta-feira”, contou Paes. “Vamos dividir os níveis de contaminação em moderado, alto e muito alto, de acordo com a Região Administrativa da cidade.”

Segundo Daniel Soranz, de acordo com os dados do boletim, medidas mais duras de isolamento social podem ser adotadas para conter o avanço da doença nas diferentes regiões. “As áreas com índices mais graves terão restrições mais sérias”, afirmou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.