Rio tem 3,5 mil casos suspeitos de dengue em 2011

Na terça, uma menina de 9 anos morreu com suspeita de dengue hemorrágica no Estado

estadão.com.br,

10 Fevereiro 2011 | 13h22

RIO - O Rio de Janeiro já registra este ano mais de 3,5 mil casos suspeitos de dengue, segundo balanço da Secretaria de Estado da Saúde. Entre 2 de janeiro e 5 de fevereiro, foram notificados 3.582 casos, sendo 513 na primeira semana deste mês.

 

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Do total de casos notificados no Estado, 1.473 (41,1%) foram classificados como dengue clássica, 155 (4,3%) como dengue com complicação (DCC), 28 (0,8%) como febre hemorrágica por dengue (FHD) e um (0,03%) como síndrome do choque por dengue (SCD).

 

Não há morte confirmada no período, mas seis casos estão sendo investigados. A secretaria explica que, como não são realizados exames em todos os pacientes, os casos são tratados sempre como suspeita de dengue. Ontem foi confirmada a morte de uma paciente em um hospital de Niterói, em consequência de dengue hemorrágica. Mas a Secretaria de Saúde do Rio afirma que este caso não é computado em 2011, pois a criança estava internada desde dezembro do ano passado.

 

A classificação entre os diferentes tipos da doença é feita com base nos sintomas dos pacientes.

 

Ministério Público. O Ministério Público (MP) do Rio entregou à prefeitura da capital recomendação no sentido de que os órgãos públicos intensifiquem o combate ao mosquito da dengue, exercendo o seu poder de polícia. Segundo o MP, eles devem ter acesso aos imóveis abandonados ou fechados de modo a evitar uma nova epidemia de dengue.

 

Com o objetivo de acompanhar as ações de combate à dengue no Rio, a Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Saúde se reuniu com representantes da Secretaria Municipal de saúde e Defesa Civil e outros órgãos, como a Secretaria Especial de Ordem Publica e a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb).

 

A preocupação com a possibilidade de uma epidemia de dengue no estado fará com que as secretarias municipal e estadual de Saúde apresentem, em audiência pública no próximo dia 21, as ações desenvolvidas tanto para o atendimento à população infectada quanto para o combate ao mosquito Aedes aegypti.

 

Combate. O coordenador de Operações contra a Dengue do município do Rio, Marcos Ferreira, informou à Agência Brasil que a prefeitura conta hoje com cerca de 3 mil agentes de saúde trabalhando no combate à doença. No fim do ano, foram convocados 1.200 agentes do banco de concursados formado em 2008.

"Como todos não compareceram até agora, vamos fazer um trabalho de complementação em março".

 

O infectologista admitiu que os bairros que correm os maiores riscos de epidemia são Pedra de Guaratiba, Campo Grande, Santa Cruz e Paciência, todos na zona oeste. "Nesses bairros, as pessoas não têm abastecimento regular de água e, por isso, fazem armazenamento. Com as chuvas e algum descuido, pode haver a proliferação do mosquito Aedes aegypti", explicou.

 

Ferreira informou ainda que a Coordenação de Vigilância em Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil, desenvolve ações de combate à dengue no município de forma permanente, com inspeções dos agentes de saúde, mutirões e atividades educativas em toda a cidade.

 

2010. Entre 3 de janeiro de 2010 e 1º de janeiro de 2011, o Rio registrou 29.922 casos suspeitos de dengue, com 43 mortes.

 

(Com Solange Spigliatti, da Central de Notícias, e Agência Brasil)

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