Risco de Ebola no País não é zero, afirma secretário de vigilância do Ministério da Saúde

Risco de Ebola no País não é zero, afirma secretário de vigilância do Ministério da Saúde

Jarbas Barbosa diz que nenhuma nação do mundo está livre; Brasil vai anunciar reforço de ajuda humanitária a países afetados

Lígia Formenti, O Estado de S.Paulo

09 Outubro 2014 | 11h38

BRASÍLIA - O secretário de Vigilância Sanitária, Jarbas Barbosa, afirmou na manhã desta quinta-feira, 9, que o risco de o Brasil ter casos de Ebola é baixo, mas não é zero. "Em nenhum país do mundo o risco é zero, nem mesmo na Coreia do Norte", disse, durante uma reunião no Conselho Nacional de Saúde. O Brasil deve anunciar nesta sexta-feira, 10, novas medidas de ajuda humanitária para Guiné, Serra Leoa e Libéria, países afetados pela epidemia.

O reforço deverá ser feito tanto com recursos financeiros quanto com equipamentos. "Além de uma medida de ajuda para países afetados, o reforço representa uma proteção para o Brasil e para o mundo. A melhor estratégia para evitar a expansão da doença é a adoção de medidas nos locais onde é constatada a transmissão", disse. 

Equipes de portos e aeroportos estão sendo submetidas a treinamento para identificação de eventuais casos suspeitos da doença. Treinamentos também estão sendo realizados com equipes de hospitais de referência. 

Barbosa reconheceu que nos dois casos de Ebola registrados fora do continente africano  - um nos Estados Unidos e outro na Espanha -, estão relacionados com falhas na assistência. No caso do paciente dos Estados Unidos, houve demora na identificação e início do tratamento.

No caso da Espanha, por sua vez, uma enfermeira que teve contato com um missionário doente demorou em notificar que havia tido contato com secreções do paciente.

"Consideramos que as equipes de saúde estão bem treinadas, estão alerta. Mas é essencial que o treinamento seja permanente, para que ninguém baixe a guarda", completou Barbosa.

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