Risco de leptospirose aumenta em época de chuva

O risco de se contrair leptospirose - doença transmitida pela urina dos ratos - é maior no período de chuva, segundo o Programa de Controle de Roedores da Secretaria Municipal de Saúde. Até o início de novembro, o programa confirmou 200 casos da doença e 27 mortes em conseqüência da bactéria. Em 2005, o índice de contágio chegou a 263 casos e 30 mortes. ?Para contrair leptospirose é preciso contato com a urina do rato. A bactéria está vinculada à água e só sobrevive nela, por isso os casos aumentam no verão. A água de chuva que vai para a superfície pode estar contaminada porque veio de esgotos e bueiros, local onde vivem os ratos?, explica a coordenadora do programa de roedores, Maria das Graças Soares dos Santos. Um pequeno ferimento na pele e o contato com a água da chuva é uma situação de risco. Isso porque a bactéria penetra no organismo pela pele. Outra formas de contágio são pelas mucosas da boca, narina, olhos e genitais. ?As principais causas de mortes são hemorragias pulmonares e no trato digestivo?, conta Maria. Os sintomas aparecem de um a 30 dias depois do contato com a água. Caso a pessoa tenha febre, dor no corpo, fraqueza e vômito, ela deve procurar um médico e contar que esteve em situação de risco. A prevenção é não ter contato com essa água. ?Quanto mais tempo de exposição, maior o número de bactérias que podem invadir o corpo da pessoa?, diz Maria. Passada a chuva, as casas devem ser limpas com água sanitária, que mata a bactéria transmissora da leptospirose. A água sanitária deve agir por 20 minutos e depois o local deve ser limpo com água e sabão.

Agencia Estado,

28 de novembro de 2006 | 10h10

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