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Risco de morte cai 50% com uso rápido de antirretroviral, diz estudo

Pacientes tratados desde o início apresentaram 53% menos probabilidade de morrer ou desenvolver doenças ligadas à infecção, em relação a grupo que iniciou o estudo com o corpo já debilitado

AGÊNCIAS INTERNACIONAIS, O Estado de S. Paulo

29 Maio 2015 | 03h00

WASHINGTON - Tomar antirretrovirais desde a infecção pelo HIV pode reduzir o risco de morte em mais de 50%. É o que revela o mais amplo estudo sobre medicamentos e aids já feito no mundo, cujos resultados iniciais foram divulgados nesta quarta-feira, 27.

Chamada de Start (Strategic Timing of Antiretroviral Treatment), a investigação foi suspensa um ano antes do previsto justamente porque os dados preliminares já mostraram que os pacientes tratados desde o início apresentaram 53% menos probabilidade de morrer ou desenvolver enfermidades ligadas à infecção, em relação a um grupo que iniciou o estudo com o corpo já debilitado. Esses dados, combinados com pesquisas anteriores, aconselham a oferecer tratamento a todas as pessoas quando infectadas, assinalam os autores do trabalho.

Financiado principalmente pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, o Start teve início em março de 2011 com 4.685 homens e mulheres de 35 países, com idade média de 36 anos. É apontado como o primeiro trabalho de grande magnitude focado em antirretrovirais - quando iniciado, seus autores tinham dúvidas se o tratamento não traria mais riscos do que benefícios. Entre os países colaboradores estão França, Alemanha e Inglaterra. 

“Dispomos agora de uma prova irrefutável de que a saúde de uma pessoa infectada pelo HIV é muito melhor quando se começa uma terapia antirretroviral o mais cedo possível”, declarou o diretor do Instituto de Alergia e Enfermidades Infecciosas dos Estados Unidos (NIAID), Anthony Fauci.

“Uma terapia mais precoce não só melhora a saúde das pessoas infectadas como, ao mesmo tempo, reduz a carga viral e o risco de transmissão da aids.” De acordo com especialistas, há ao menos 35 milhões de pessoas infectadas por HIV no mundo, mas só 13 milhões usam o coquetel.

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