Reuters
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Riscos alimentares aumentam com crise financeira, alertam britânicos

Para economizar, consumidores guardam alimentos por mais tempo, o que amplia riscos

BBC

11 de junho de 2012 | 08h25

A Agência de Padrões Alimentares da Grã-Bretanha constatou por meio de uma pesquisa que as pessoas estão assumindo riscos alimentares maiores conforme a situação financeira piora. Segundo o estudo, o hábito guardar os alimentos por mais tempo para economizar dinheiro tornou-se comum, embora seja uma prática perigosa.

 

De acordo com o levantamento, dos 2 mil britânicos entrevistados mais da metade tem tentado não jogar sobras no lixo. As datas de validade não estão sendo respeitadas e alguns alimentos têm sido mantidos por tempo demais na geladeira. No verão, essas ações são ainda mais arriscadas, porque as altas temperaturas fazem com que os germes responsáveis por contaminações se multipliquem em maior velocidade.

 

Bob Martin, especialista de segurança alimentar da agência, diz que aproveitar sobras não é uma prática condenável, mas requer cuidados. "Usar o que sobrou é uma boa maneira de evitar o desperdício. Mas se não tivermos cuidados, há um alto risco alimentar caso a comida não seja guardada corretamente", alerta.

 

Segundo a agência, um terço dos entrevistados se baseava no cheiro e no aspecto da comida para checar se estava apta ao consumo em vez de considerar o tempo pelo qual foi armazenada. "É tentador apenas cheirar para ver se o alimento ainda está com, mas bactérias como a da E.coli e da salmonela não fazem a comida cheirar mal. O odor pode estar bom, mas o alimento não necessariamente deve ser consumido", avisa Martin.

 

A agência recomenda que sobras devam ser armazenadas na geladeira assim que possível e então consumidas em no máximo dois dias. É recomendável que os alimentos que sobraram também sejam consumidos quentes.

 
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