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RJ: Estado com maior taxa de doadores de órgãos nos últimos dois anos

Segundo levantamento, nº subiu de 4,4 doadores por milhão de pessoas em 2010 para 14,4 doadores por milhão este ano; a meta imposta pelo Ministério da Saúde era de 13,6

Agência Brasil,

28 Setembro 2012 | 16h04

O Estado do Rio de Janeiro bateu a meta do Ministério da Saúde em número de doadores de órgãos. Subiu de 4,4 doadores por milhão de pessoas em 2010 para 14,4 doadores por milhão este ano. A meta era 13,6.

 

Os números expressam uma estratégia bem-sucedida anunciada em abril de 2010, com a implantação do Programa Estadual de Transplantes (PET). Este ano, até agosto, o estado conseguiu 176 doadores e fez 790 transplantes: oito de coração, 103 de fígado, 254 de rim, 161 de medula óssea, 158 de córnea e 106 de osso.

 

No ano passado, foram 121 doadores e 900 transplantes ao todo. De acordo com o coordenador do PET, Eduardo Rocha, o Rio de Janeiro foi o estado que mais aumentou a taxa de doadores nos últimos dois anos.

 

O destaque em captação de órgãos no estado foi o Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, que conseguiu só este ano 24 doadores, número maior do que o alcançado por 11 estados brasileiros e 116% a mais do que em todo o ano passado. Pelo bom desempenho, o hospital recebeu nesta última quinta, 27, o prêmio Destaque na Promoção da Doação de Órgãos, oferecido pelo Ministério da Saúde.

 

Rocha explica que os números são resultado do trabalho implantado em 2010, com a criação das comissões intra-hospitalares de doações de orgãos e tecidos nos principais hospitais que têm emergência e terapia intensiva e apresentam maior potencial de captação de órgãos, seguindo o modelo da Espanha que, segundo ele, é líder mundial na realização de transplantes.

 

"As comissões são formadas por funcionários do próprio hospital. Eles rodam as unidades críticas procurando pacientes que possivelmente estejam em morte encefálica, que são os possíveis doadores de órgãos. Uma vez identificados, iniciam o processo de notificação à central e fazem todos os procedimentos, desde a confirmação da morte, a entrevista com a família e a manutenção do corpo. A comissão coordena todo o processo de doação", disse Rocha.

 

Outra medida para aumentar o número de doadores são as organizações de Procura de Órgãos (OPOs), que são unidades descentralizadas de captação que atuam regionalmente, com um comitê responsável por cada área do estado.

 

O coordenador do PET lembra que o sistema foi implantado nos principais hospitais do estado, não só no Hospital Adão Pereira Nunes. No ano passado, o melhor resultado foi apresentado no Hospital Getúlio Vargas, na Penha, zona norte do Rio.

 

"Esses dois modelos, da comissão intra-hospitalar, que é o modelo espanhol, e o das OPOs, que é um modelo americano, fizeram a cara do Rio de Janeiro. A gente não seguiu um ou outro, a gente mesclou os dois modelos e com isso estamos tendo um resultado que é bastante satisfatório".

 

Eduardo Rocha aproveita o Dia Nacional de Doação de Órgãos para agradecer aos familiares dos doadores. De acordo com ele, ainda é preciso sensibilizar as famílias sobre a importância da doação, que pode salvar vidas em um momento de dor. De acordo com ele, 48% das famílias entrevistadas sobre possível doação de órgãos negam o pedido.

 

Atualmente, 1.579 pacientes aguardam na fila de transplante no Rio: sete para coração, 732 para córnea, 131 para fígado e 709 pessoas aguardam um rim.

 

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