Rondônia decreta calamidade pública na saúde

A medida foi tomada por conta da situação caótica da saúde pública no Estado, principalmente no Pronto-Socorro João Paulo II

Solange Spigliatti, Central de Notícias

11 Janeiro 2011 | 13h32

O governador de Rondônia, Confúcio Moura, decretou na última quarta-feira, 5, estado de calamidade pública na área da saúde, segundo informações da assessoria da administração estadual. A medida foi tomada por conta da situação caótica da saúde pública no Estado, principalmente no Pronto-Socorro João Paulo II, em Porto Velho.

 

Após decretar calamidade pública, o governador se reuniu na sexta-feira, 7, em Brasília com o Ministro da Defesa, Nelson Jobim e a Secretária Executiva do Ministério da Saúde, Márcia Amaral para discutir e definir metas contra a precariedade no atendimento do Hospital de Pronto Socorro João Paulo II, em Porto Velho, e em outras unidades no interior do Estado.

 

O Pronto-Socorro João Paulo II, segundo o governo, é uma unidade de saúde que atende casos de urgência e emergência de média e alta complexidade, recebendo uma média de 200 pacientes diários, o que totaliza aproximadamente seis mil atendimentos/mês, entre pacientes de Porto Velho e outros oriundos de todas as regiões do Estado, além de pacientes da Bolívia, Mato Grosso, Acre e Amazonas.

 

Por conta do grande número de atendimentos e falta de profissionais, o hospital se encontra em uma situação 'desumana, segundo o governo, com dezenas de pacientes sendo atendidos nos corredores. Hoje o João Paulo II possui 137 leitos comuns e 10 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

 

Diante desse quadro, o Ministro da Defesa não só garantiu total apoio às reivindicações do governador como disse que atuará em parceria com a Defesa Civil (Ministério da Integração Nacional) e o Ministério da Saúde para que, juntos, possam traçar um programa de ação emergencial para a saúde em Rondônia.

 

Nesta terça-feira, 11, uma equipe conjunta de representantes dos ministérios da Saúde, Defesa e Integração Nacional estará em Porto Velho para realizar um diagnóstico completo do sistema de saúde do município.

 

Entre as prioridades apresentadas pelo governador, Jobim já autorizou o auxílio das Forças Armadas para que, a exemplo do episódio ocorrido no Haiti em 2010, seja montado um hospital de campanha ao lado do Pronto Socorro João Paulo II, onde serão instalados cerca de 100 leitos, nos quais os pacientes serão atendidos pelos médicos do Estado e das Forças Armadas designados para a tarefa.

Mais conteúdo sobre:
Rondônia calamidade saúde

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.