Wilton Junior/Estadão
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Roraima pede fechamento de fronteira com Venezuela e Guiana por novo coronavírus

Pedido foi feito pelo governador do Estado; ministério informou que, 'até o momento, não há nenhuma restrição de trânsito de pessoas para o Brasil'

Mateus Vargas, O Estado de S.Paulo

12 de março de 2020 | 17h36

BRASÍLIA - O governador de Roraima, Antonio Denarium (Sem partido), pediu ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), o fechamento imediato da fronteira do Estado com a Venezuela e Guiana por causa do novo coronavírus.

A reunião ocorreu na quarta-feira, 12. Procurado, o ministério afirmou em nota que "até o momento, não há nenhuma restrição de trânsito de pessoas para o Brasil".

Em audiência na Câmara na quarta, 12, Mandetta não citou o pedido e desviou de perguntas sobre possível fechamento de fronteira. Ele disse, no entanto, que a divisa com a Venezuela é a “única que realmente dá preocupação”. 

“A Venezuela não tem sistema de vigilância. Não sei o que acontece lá”, disse Mandetta. 

Em 2018, ao negar pedido de Roraima para impedir o acesso ao País pela divisa com a Venezuela, a ministra do Supremo Tribunal Federal Rosa Weber afirmou que o fechamento de fronteira é uma atribuição do presidente da República.

Denarium disse ao Estado que o grau de preocupação com a fronteira é "muito grande". "Em Roraima estão entrando de 500 a 700 venezuelanos todos os dias. Se tiver um foco de novo coronavírus na Venezuela, e com essa migração desordenada, pode se tornar uma epidemia. Está sob controle na região norte até hoje", afirmou o governador. 

O pedido a Mandetta foi feito informalmente. Não há ainda um ofício entregue ao governo federal. 

"É um trabalho preventivo que estamos pedindo. Em Roraima há mais de 100 mil venezuelanos. Nos abrigos, são 7 mil. Esses venezuelanos estão vivendo em grupos muito próximos um dos outros. Se entrar o coronavírus no Estado, pode se tornar situação muito difícil", disse Denarium.

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