Gabriela Biló/ Estadão
Gabriela Biló/ Estadão

RS iniciará campanha de vacinação contra a covid à noite por causa de atraso na entrega 

Mais de 340 mil doses estavam previstas para chegar na tarde desta segunda-feira, 118

Lucas Rivas, especial para o Estadão

18 de janeiro de 2021 | 17h05

PORTO ALEGRE - Em função de um problema logístico no Ministério da Saúde, o primeiro lote de vacinas da Coronavac, importadas da China, para o Rio Grande do Sul, chegará em solo gaúcho apenas na noite desta segunda-feira, 18. Inicialmente, o governo federal informou que as 341,8 mil doses do RS viriam por via terrestre. No início da tarde, porém, o Executivo gaúcho recebeu a confirmação de que as primeiras vacinas chegarão em voo fretado da Azul, somente às 20h25min.

O atraso para chegada do primeiro lote frustrou a população gaúcha, que esperava dar início à vacinação ainda nesta tarde. O governador Eduardo Leite (PSDB) assegurou que a primeira dose será aplicada ainda nesta noite em um ato simbólico no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, às 21h30min, com transmissão ao vivo pelas redes sociais. Por causa da pandemia, a imprensa não estará presente. Uma técnica de enfermagem será a primeira pessoa a ser vacinada em solo gaúcho. A identidade da profissional ainda não foi revelada.

O RS receberá 341,8 mil doses da Coronavac, vacina do Instituto Butantan produzida em parceria com o laboratório Sinovac, e iniciará imediatamente a distribuição para todas as 18 Coordenadorias Regionais de Saúde, que encaminhará os imunizantes às prefeituras. Dessa forma, na terça-feira, todos os 497 municípios já poderão começar a vacinação. Nesta primeira fase, serão vacinados inicialmente os profissionais da saúde que estão na “linha de frente” contra covid-19, além de idosos que vivem em instituições de longa permanência e indígenas.

Além de Porto Alegre, também irão receber o imunizante por meio dos voos da Azul as capitais Cuiabá, Vitória, João Pessoa, Curitiba, Rio de Janeiro, Recife, Belo Horizonte, Salvador, São Luiz, Aracajú, Natal e Maceió.

Logística para distribuir vacinas

Pela manhã, Eduardo Leite esteve no Centro de Distribuição Logística do MS, em Guarulhos (SP), para receber de forma simbólica as primeiras vacinas destinadas ao RS. Desde as tratativas para liberação das vacinas, o governo gaúcho já vinha elaborando um plano logístico para distribuição das doses. Com mais de 506 mil infectados, o Rio Grande do Sul já registrou mais de 9,9 mil mortes em decorrência do coronavírus.

“Vamos receber as doses na tarde desta segunda e iniciar ainda hoje o processo de imunização. Temos uma rede de saúde bem distribuída e toda a rede logística já preparada. Transporte, rede de frio, seringas agulhadas, ou seja, tudo pronto para iniciar esse grande processo de vacinação assim que as doses chegarem à capital gaúcha. E, em 24 horas, as doses estarão em todas as regiões do Estado, para que elas também possam iniciar a aplicação, respeitando as faixas definidas no Plano Nacional de Imunizações (PNI)”, destacou Leite.

Armazenamento, equipamentos e insumos

A Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul distribuiu às 18 coordenadorias regionais, desde dezembro, 43 novas câmaras frias para a conservação de vacinas, antecipando a logística para a vacinação contra a Covid-19. Ao todo, são 96 equipamentos em funcionamento nas regionais, cobrindo todos os municípios do Rio Grande do Sul. Somada à estrutura da Central Estadual de Distribuição e Armazenamento de Imunobiológicos (Ceadi), em Porto Alegre, a capacidade total de armazenamento é para até 10 milhões de doses.

Assim que as primeiras doses chegarem ao RS, seguem para a Ceadi. No local, é feita a separação para as regionais, de acordo com critérios populacionais dos grupos a serem vacinados e de acordo com o volume recebido. De lá, partirão os caminhões para as 17 regionais do interior, para a regional com sede na capital e para a central de armazenamento da Secretaria de Saúde de Porto Alegre.

Em relação às agulhas e seringas, o governo gaúcho terminou 2020 com um estoque de 4,5 milhões de seringas, e foram adquiridas, por registro de preços, mais 10 milhões de seringas agulhadas. A entrega desses insumos aos municípios será escalonada e integrada com a distribuição da vacina. Também há cerca de 1,8 mil salas de vacinas em todo o Estado. Em cada município, a gestão local poderá definir as melhores formas de vacinar sua população e evitar aglomerações, como indicar locais e horários que funcionem melhor para cada realidade.

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