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RS registra mais quatro mortes por gripe suína, mas vê tendência de queda

Dos 52 pacientes mortos no Rio Grande do Sul, 25 tinham outras doenças associadas

Agência Brasil,

03 Agosto 2012 | 08h19

 A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul informou a ocorrência de mais quatro mortes de pacientes com o vírus Influenza H1N1, o que eleva para 52 o total de mortes da doença no estado desde janeiro.

Dos 52 pacientes mortos no Rio Grande do Sul, 25 tinham outras doenças associadas, além da influenza A (H1N1) - gripe suína. Das últimas quatro mortes, duas ocorreram no dia 24 de julho. As outras duas, nos dias 25 e 30 do mesmo mês.

O maior número de mortes no estado foi verificado na 25ª semana do ano, entre os dias 17 e 23 de junho, quando 11 pessoas morreram. Esse número caiu para dez nas duas semanas seguintes e para oito na 28ª semana. O número de casos confirmados da doença vem caindo desde junho.

"Observa-se uma discreta tendência de queda [das mortes] a partir da 28ª semana [de 8 a 14 de julho]", diz trecho de boletim epidemiológico divulgado hoje pela secretaria gaúcha. "Ressalte-se que os dados são preliminares e podem sofrer alterações."

Em Santa Catarina, onde 72 já morreram em 2012, não há novas mortes desde 23 de julho. O Paraná, que contabiliza 33 óbitos, divulgará o seu próximo boletim na segunda-feira (6).

Na semana passada, o Ministério da Saúde divulgou números que indicavam uma curva decrescente das mortes provocadas pela doença no país.

Levantamento do ministério apontou que metade dos pacientes mortos em Santa Catarina recebeu o antiviral oseltamivir, conhecido pelo nome comercial Tamiflu, mais de seis dias após o surgimento dos sintomas. O antiviral, que reduz as chances de evolução da doença para um quadro grave, é mais eficaz nas primeiras 48 horas da doença. Técnicos do ministério estão no Rio Grande do Sul estudando as mortes ocorridas no estado.

Na Região Sul, cujo clima frio facilita a circulação do vírus, as 157 vítimas da doença neste ano equivalem a 19,9% das 789 mortes ocorridas em 2009. O fim da pandemia de influenza A (H1N1) - gripe suína foi decretado em agosto de 2010 pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os médicos brasileiros estão orientados a receitar o oseltamivir a todos os pacientes com síndrome gripal residentes nos estados onde há maior circulação do vírus Influenza H1N1. A recomendação é que isso seja feito mesmo antes de resultados de exames laboratoriais ou sinais de agravamento da doença. A síndrome gripal é caracterizada pelo surgimento simultâneo de febre e tosse ou dor de garganta, dor de cabeça, dor muscular ou nas articulações.

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