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Rússia comemora 50º aniversário do voo espacial de cães

Belka e Strelka foram os primeiros cachorros a orbitar ao redor da Terra e voltar vivos

Associated Press

19 de agosto de 2010 | 12h21

Cartão postal soviético comemorativo do voo do par de cães. Reprodução  

 

 

MOSCOU - A Rússia lembrou dois improváveis heróis nacionais nesta quinta-feira, 19 - um magricelo par de cadelas vira-lata que colocou a União Soviética na liderança da corrida espacial, quando se tornaram as primeiras criaturas vivas a circular à Terra e voltar com vida.

 

Em 19 de agosto, a missão de 1960 de Belka e Strelka foi tida como um passo importante nos preparativos para o voo de Yuri Gagarin, que se tornou o primeiro homem no espaço, cerca de um ano depois.

 

Isso elevou à liderança os soviéticos na exploração do espaço e transformou os dois cães em celebridades globais. As celebrações do 50º aniversário da missão superaram noticiários nacionais nesta quinta-feira.

 

Em 1960, engenheiros espaciais soviéticos projetaram um veículo espacial retornável capaz de transportar um ser humano até a órbita, mas era necessário executar um amplo programa de testes com animais em primeiro lugar e muitos dos cães morreram durante os testes. Apenas vira-latas foram apanhados para esses voos - médicos acreditavam que eles eram capazes de se adaptar mais rápido às duras condições - e todos eles eram muito pequenos, para que pudessem caber nas minúsculas cápsulas.

 

A cadela Laika tornou-se o primeiro cão a orbitar a Terra em uma cápsula não-retornável, mas morreu de superaquecimento após seu lançamento em 1957. Outros dois cães morreram em um lançamento de julho de 1960, quando seu foguete explodiu segundos após a decolagem.

 

Boris Chertok, engenheiro no programa espacial soviético na época, recordou o alívio sentido pelos engenheiros espaciais quando ouviram latidos Belka e Strelka em órbita e perceberam que estavam bem.

 

"Elas não estão uivando, elas estão latindo - o que significa que eles vão voltar", Chertok citou um colega.

 

Belka (Esquilo) e Strelka (Flechinha) foram acompanhadas por ratos, ratazanas, moscas e algumas plantas e fungos. A nave espacial pousou com sucesso um dia depois de fazer 17 órbitas em mais de 25 horas.

 

"Estes cães agiram como verdadeiros profissionais", disse Vladimir Tsvetov, um engenheiro que participou da missão, na televisão estatal Rossiya.

 

Relatórios oficiais alegam que os cães se sentiram bem durante todo o voo, mas um participante do programa recordou mais tarde que a empreitada não foi completamente livre de problemas. O dr. Vladimir Yazdovsky, que preparou o experimento, disse que Belka estava muito nervosa durante o voo.

 

"Ela estava muito agitada, tentando se livrar do cinto de segurança, e latia", escreveu Yazdovsky em seu livro sobre a história da medicina espacial soviética.

 

Contudo, exames pós-voo mostraram que ambas estavam em boas condições, sem quaisquer efeitos adversos do voo.

 

Strelka mais tarde teve seis filhotes, um dos quais, Pushinka (macio), foi enviado pelo líder soviético Nikita Khrushchev à filha do Presidente John F. Kennedy, Caroline.

 

No início deste ano, a história dos cães se tornou o primeiro filme da Rússia de animação 3D, "Belka e Strelka: Cães Espaciais".

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