Rússia constrói nave para enviar turistas ao espaço a partir de 2014

'A construção está em fase inicial', afirmou presidente e engenheiro chefe da fabricante das Soyuz

Efe

15 Agosto 2011 | 10h37

MOSCOU - A corporação espacial russa Energuia, fabricante das Soyuz, anunciou nesta segunda-feira que está construindo uma nova nave tripulada para enviar turistas para a órbita da Lua a partir de 2014.

 

 
"A construção está em fase inicial", afirmou Vitali Lopotá, presidente e engenheiro chefe da Energuia, à agência Interfax, destacando que as novas naves Soyuz estarão especialmente equipadas para "a realização de programas comerciais com tripulantes não profissionais".

 

A Energuia já negocia o orçamento do projeto, o número de turistas que viajarão em cada voo e o preço que terão que pagar para fazer parte da odisseia espacial.

 

No caso da Soyuz com os turistas a bordo se limitar a rodear a Lua e retornar à Terra, o voo se prolongaria durante 8 ou 9 dias; se a viagem incluir uma visita à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), duraria até três semanas.

 

No começo do ano, a companhia Space Adventures (SA), organizadora de voos espaciais turísticos, anunciou a venda de uma passagem na nova Soyuz para uma celebridade por US$ 150 milhões, mas não divulgou seu nome.

 

A ISS já abriu suas portas para sete turistas espaciais: o americano Dennis Tito (2001) foi o primeiro a viajar à plataforma, seguido pelo sul-africano Mark Shuttleworth (2002) e pelo americano Gregory Olsen (2005).

 

A americana de origem iraniana Anousha Ansari foi a primeira turista mulher a viajar para a estação em 2006, seguida do americano de origem húngara Charles Simonyi (2007) e de Richard Garriott, filho do ex-astronauta americano Owen Garriott.

 

Simonyi foi o único turista a repetir a experiência em março de 2009, enquanto o fundador do Cirque du Soleil, o canadense Guy Laliberté, foi o último amador a visitar a ISS, desde onde dirigiu um espetáculo realizado nos cinco continentes para alertar o mundo sobre o problema da escassez de água.

 

A Rússia recorreu ao turismo espacial no início da década passada devido à grave crise de financiamento que afetou seu programa especial após a queda da União Soviética, a primeira potência a enviar um homem ao espaço em abril de 1961.

 

Em 2009, o país decidiu suspender as visitas devido à falta de espaço, uma vez que a tripulação da ISS duplicou para até seis tripulantes, e à decisão dos Estados Unidos de interromper os voos de suas naves.

 

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