Rússia limpa estrago de meteoro que feriu mais de mil pessoas

CHELYABINSK, RÚSSIA - Milhares de membros de equipes de resgates russas foram às ruas neste sábado para limpar os estragos do meteoro que explodiu sobre os Montes Urais, que causou danos em edifícios, quebrou janelas e deixou feridos com os estilhaços de vidros.

Andrey Kuzmin, Reuters - Atualizado às 18h do dia 18 de fevereiro para correção de informação

16 de fevereiro de 2013 | 12h05

Mergulhadores entraram em um lago perto de Chelyabinsk, onde um buraco de vários metros de espessura foi aberto no gelo, mas ainda não encontraram grandes fragmentos, disseram autoridades.

As evidências em solo espalharam teorias da conspiração sobre as possíveis causas da bola de fogo e suas consequências na sexta-feira, na região que abriga muitas instalações da indústria de defesa nacional.

O líder nacionalista Vladimir Zhirinovsky disse a repórteres em Moscou que o fato pode ter sido causado por "promotores da guerra" nos Estados Unidos. "Não são meteoros caindo. É uma nova arma sendo testada pelos americanos", afirmou.

Perguntado sobre as especulações, uma autoridade local do Ministério das Emergências da Rússia simplesmente retrucou: "Asneira".

Bomba nuclear

A bola de fogo viajando a uma velocidade de 30 quilômetros por segundo, de acordo com a agência espacial russa Roscosmos, causou um rastro no horizonte de mais de 200 quilômetros.

A Nasa calculou que o meteoro tinha 17 metros antes de entrar na atmosfera terrestre e pesava cerca de 10 mil toneladas.

Ele explodiu quilômetros acima da Terra, liberando quase 500 quilotoneladas de energia, cerca de 30 vezes a força da bomba nuclear que foi jogada na cidade de Hiroshima na segunda guerra mundial, informou a Nasa.

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