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Rússia quer prolongar vida útil da ISS

Estação Espacial Internacional fecharia em 2020; especialistas querem operação até 2028

Efe

18 de outubro de 2011 | 17h02

A Rússia propôs nesta terça-feira o prolongamento em oito anos da vida útil da Estação Espacial Internacional (ISS), que iniciou suas operações em 1998 e tem fechamento previsto para 2020.

 

"Os especialistas têm diante de si a missão de estudar uma proposta audaz: como garantir o funcionamento da ISS em órbita durante 30 anos", disse Alexei Krasnov, chefe do programa de cosmonautas da agência espacial russa, Roscosmos.

 

Krasnov, que fez estas declarações durante um fórum internacional em Moscou, disse que a plataforma poderia ser utilizada no futuro como centro de montagem dos aparelhos para voos interplanetários.

 

A iniciativa russa recebeu imediatamente o apoio do diretor de operações da Nasa (agência espacial americana), Mark Polanski, e dos representantes da Agência Espacial Europeia (ESA), informam as agências de notícias russas. Para Polanski, a estação terá nos próximos anos um papel crucial como trampolim para os voos à Lua, Marte e outros lugares remotos do espaço.

 

Estava previsto que a ISS fosse aposentada em 2015, mas a Rússia e os outros 15 países financiadores da plataforma insistiram na importância de prolongar sua vida útil.

 

Além da Rússia, Estados Unidos, Japão, Canadá e 12 países-membros da União Europeia (UE) também participam do projeto, que nunca contou com a adesão da China, terceira maior potência espacial do mundo.

 

Os primeiros astronautas pisaram na plataforma no dia 2 de novembro de 2000, de maneira que a ISS já superou o recorde estabelecido pela estação russa MIR de nove anos e 257 dias com presença humana.

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