P&G/Reprodução
P&G/Reprodução

Sachê 'purificador' aumenta acesso à água potável em áreas pobres

Substância é capaz de tornar até 10 litros de água potáveis em apenas 30 minutos

Reuters

29 Novembro 2012 | 15h54

Basta abrir o pequeno sachê e despejar o pó em um recipiente cheio de água suja e em cinco minutos a lama começa a se agrupar, formando grandes blocos, para depois afundar, deixando a água limpa e quase pronta para consumo.

 

"É deixar a sujeira afundar, coar a água, aguardar 20 minutos e estará pronta para beber", afirma Greg Allgood, diretor da divisão americana do programa sem fins lucrativos da Procter & Gamble para fornecer água potável a países em desenvolvimento e zonas que sofreram desastres.

 

"Revertemos o sistema de uma usina de tratamento de água para que algo que custa dezenas de milhões de dólares passasse a custar três centavos e meio", completa Allgood. Adicionando os gastos com distribuição, envio, educação e treinamento dos grupos de ajuda, o custo total de cada sachê não passa de 10 centavos de dólar.

 

Um único sachê pode purificar até 10 litros de água, o bastante para o consumo de cinco pessoas durante um dia. Não importa se o filtro ou se o recipiente não estiverem limpos - a substância limpa a água mesmo assim.

 

O pó é composto de sulfato de ferro - responsável por reunir a sujeita, os metais pesados e os parasitas presentes na água - e cloro - responsável por matar os vírus e bactérias, inclusive as causadoras do cólera.

 

"Quando a água está bem suja, não há muitas tecnologias de baixo custo que possam funcionar", diz Allgood, PhD em toxicologia e enviado da P&G na Clinton Global Initiative, que inaugurou nesta quinta-feira, 29, uma fábrica de sachês em Cingapura. "Parece estranhos para nós, mas muitas vezes as pessoas veem isso e dizem 'Meu Deus, eu estava bebendo água suja!'", conta.

 

Cerca de 40 milhões de sachês serão feitos ainda em 2012 em uma fábrica no Paquistão e outros 100 milhões na central de Cingapura. A meta é que sejam produzidos 200 milhões de sachês a ano até 2020, o que resultará em 2 bilhões de litros de água potável.

 

Muitos dos pacotes são enviados para projetos de desenvolvimento na África e em países emergentes da Ásia, mas também foram destinados a pessoas afetadas por enchentes e outros desastres no Pquistão, na Tailândia, nas Filipinas, na Indonésia e no Haiti, segundo Allgood.

 

A água potável é fundamental para pessoas soropositivas, uma vez que seus sistemas imunológicos os torna muito vulneráveis a infecções, podendo tornar alguns casos fatais com facilidade. 

Mais conteúdo sobre:
P&G saúde água água potável

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.