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Salões de beleza e academias voltarão com menos contato físico

Clientes poderão fazer as unhas ou retocar os cabelos ao ar livre

Media Lab Estadão, Media Lab Estadão
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25 de junho de 2020 | 11h27

As atividades durante a pandemia entre segmentos específicos do setor de serviços têm sido muito voltadas para a preparação de um novo ambiente de trabalho, onde clientes e funcionários possam se sentir seguros. Sem isso, mesmo quando autorizados a funcionar, o que não tem prazo definido porque os números de óbitos da pandemia ainda estão subindo, vai ser muito difícil cativar o cliente para que ele permaneça no local, seja um salão de beleza ou uma academia, por exemplo.

Empresários do ramo de cuidados com a beleza trabalham a todo vapor para adaptar seus negócios a um novo padrão de segurança em saúde pública. “Aproveitamos este período para nos prepararmos com o mais completo sistema de precaução, preservando a integridade e saúde de nossos funcionários, parceiros e de nossos clientes”, diz Marcos Coraza, gestor do Gilberto Cabeleireiros. Tudo vai começar, e terminar, pelos manobristas, que irão receber os clientes de máscara e luvas e farão a higienização interna dos veículos. Na saída, o mesmo procedimento de higienização dos volantes e bancos será feito na frente do consumidor. Para entrar no salão, todos terão de fazer a higienização dos calçados no tapete sanitizante ou pelo higienizador aerossol. Uso de máscaras, disponibilização de álcool gel, distanciamento social e higienização constante de todos os equipamentos complementam as medidas adotadas pelo salão, que ainda optou por fechar a recepção com placa de acetato para que os clientes não tenham contato próximo com a recepcionista.

Além das medidas de higienização e distanciamento entre os clientes, Regina Bonini, do salão de beleza Pin Up, conta que uma área externa do salão, antes usada para confraternização e socialização, foi adaptada para o atendimento das pessoas. “Para os que preferirem ser atendidos na área aberta, temos a opção de fazer os procedimentos neste espaço ao ar livre”, diz Regina. No período de isolamento, o salão está atendendo as clientes por meio de chamadas de vídeo. “Quem precisa fazer um retoque de raiz, por exemplo, retira o produto no salão e o profissional orienta como fazer a aplicação em casa”, diz a dona do salão.

Para as academias, onde a contaminação pode ser alta, porque normalmente são ambientes fechados, sem ventilação natural, a Associação Brasileira de Academias (Acad) criou uma cartilha com os procedimentos de segurança que precisam ser adotados na volta às aulas, também ainda sem prazo para ocorrer.

A segurança dos alunos e colaboradores é a principal premissa do retorno para a Cia Athletica. “A prática de exercícios físicos é essencial para o sistema imunológico e para prevenir doenças não contagiosas. Por isso, é preciso parcimônia neste momento”, diz Richard Bilton, CEO do grupo.

Eventos corporativos vão ficar no mundo virtual por um bom tempo

O segmento de eventos foi um dos primeiros afetados pela crise sanitária da covid-19 e deve ser o último a retomar suas atividades. Diante deste cenário, a expectativa do setor é de que as programações virtuais sigam em destaque nos próximos meses. A retomada dos eventos corporativos presenciais, por exemplo, não deve ocorrer antes de 2021, se tudo correr bem com o controle da pandemia. Diante dessa tendência, vários empresários desse ramo de atividade estão buscando caminhos novos, para salvar ao menos parte do faturamento. “Tivemos que nos reinventar. Fizemos congressos e até lançamentos de produtos online. Os eventos virtuais não vão substituir os presenciais, mas podem ser um complemento em algumas situações”, diz Meire Medeiros, fundadora do Grupo MM, especializado em eventos corporativos. A empresa tem realizado um evento online por dia.

Os números de espectadores nas lives de entretenimento são, de fato, impressionantes, mas vão de encontro ao que o setor representa. De acordo com a Associação de Marketing Promocional, o mundo dos eventos gera aproximadamente 25 milhões de empregos direta ou indiretamente, e uma movimentação econômica de R$ 936 bilhões, quase 13% do Produto Interno Bruto (PIB).

Escolas particulares se preparam para o rodízio de alunos

Como é impossível aumentar o distanciamento social nas salas de aula das escolas particulares sem diminuir o número de alunos, o segundo semestre de 2020, muito provavelmente, será marcado por um ensino híbrido, com os alunos se revezando entre aulas presenciais, na escola, e as virtuais, em casa.

“As aulas online devem seguir até que haja a cura para essa doença, porque, para reduzir o número de estudantes em sala de aula, vamos ter que implementar o rodízio com parte dos alunos estudando em alguns dias da semana e outros nos outros”, afirma Benjamin Ribeiro da Silva, presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo (Sieeesp). Segundo ele, as escolas particulares do Estado já estão totalmente preparadas para a volta às aulas, assim que o governo autorizar. Alguns profissionais do setor, entretanto, não descartam um regime de fecha a escola e abre a escola, como tem ocorrido em algumas cidades da Europa, onde a pandemia está em um estágio mais brando.  

Negócio fechado O setor imobiliário também está se reinventando. Com quase 400 franquias em todo o Brasil, a RE/MAX mudou a forma de se comunicar com o mercado. Para seguir operando, fez uso intenso da tecnologia, tanto para prospectar e fechar negócios como para treinar seus mais de 4,5 mil agentes associados. As vendas online têm sido grandes aliadas neste momento. Reuniões por aplicativos permitem que o contato com o cliente ocorra apenas em situações inevitáveis, como na visita ao imóvel ou assinatura do contrato. Em todas essas situações, os profissionais foram treinados para garantir segurança própria e para os clientes. Mesmo na retomada, tudo indica que as formas virtuais de se fazer negócio vieram para ficar.

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