Samu passará a atender em 'motolâncias' a partir de agosto

As motos, com 250 cilindradas, foram criadas para driblar o trânsito das grandes cidades para resgates

Lígia Formenti, de O Estado de S. Paulo,

25 de junho de 2008 | 21h11

O caos no trânsito das grandes cidades obrigou até mesmo os serviços de atendimento de saúde de emergência a se adaptarem. A partir de agosto, 400 motocicletas serão distribuídas para auxiliar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).  Batizadas de motolâncias, as motos, com 250 cilindradas, serão dirigidas por auxiliares de enfermagem, treinados para dar atendimento rápido até a equipe completa do Samu chegar, com a ambulância. Um serviço que, na avaliação de especialistas, é imprescindível em locais onde a espera no trânsito é grande. "Uma licitação para compra já foi providenciada", afirmou o coordenador do Samu, Cloer Vescia Alves. Pelo calendário, as primeiras motos serão distribuídas a partir de agosto. A inclusão dos veículos na equipe de resgate foi anunciada pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão e integra uma série de mudanças do Samu, o serviço de urgência criado pelo Ministério da Saúde em 2003 para garantir atendimento aos pacientes, independentemente da existência ou não de leitos vagos em unidades de saúde.  O ministro anunciou também a criação de uma força e profissionais para atender acidentes com múltiplas vítimas. Um risco existente em locais como refinarias, represas e rodovias de alto fluxo. Os acidentes de trânsito representam uma das grandes preocupações de Temporão. "Eles já mataram mais do que guerras no Brasil, trazem prejuízos de mais de 20 milhões por ano. É uma epidemia que tem de ser combatida", afirma. Defensor de medidas como a restrição da propaganda do álcool na televisão, o ministro considera adequada a proibição de motoristas dirigirem depois de beber álcool.  "É preferível pecar pelo excesso", disse. Ele observa que a reação ao álcool varia de pessoa para pessoa. "Algumas já apresentam alterações no primeiro copo de bebida. Para evitar tragédias, nenhuma precaução é de mais." O Samu conta hoje com aproximadamente 23 mil profissionais, distribuídos em 139 serviços credenciados.

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