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Sanofi Pasteur fará vacina contra dengue antes da aprovação

Previsão é que produto esteja disponível para população em 2016

Lígia Formenti, O Estado de S. Paulo

21 Maio 2015 | 21h03

BRASÍLIA - Antes mesmo da liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o registro no País, a Sanofi Pasteur deu início à produção da vacina contra dengue. De olho no mercado brasileiro e internacional, a empresa deve ter as primeiras doses prontas no próximo semestre. A previsão, no entanto, é a de que o produto esteja disponível para a população em 2016.

“Tínhamos de nos antecipar. A vacina é de produção completa, são necessários 20 meses para ter o produto”, afirmou a diretora médica do laboratório, Sheila Homsani. Trata-se de um processo bem diferente da vacina da gripe, que em poucos meses pode ser preparada. 


A expectativa é a de que sejam produzidas 100 milhões de doses do imunizante por ano na fábrica da empresa, na França. Embora os números sejam altos, há o reconhecimento de que a quantidade da vacina - uma vez liberada - não será suficiente para atender a demanda. 

Além do Brasil, pediram registro para vacina de dengue Malásia, México, Indonésia e Filipinas. Embora o imunizante ainda esteja em fase de análise, há uma sinalização positiva do País para o uso do produto. Antevendo dificuldade para atender a demanda, o Ministério da Saúde determinou a realização de uma pesquisa para definir eventuais grupos prioritários. 

A Anvisa recebeu o pedido de registro do medicamento em março. A análise será feita de forma prioritária, diante da dimensão do problema de dengue no Brasil. O prazo para a agência iniciar a análise é de 75 dias. Além deste pedido de registro, está em avaliação na Anvisa o início da fase 3 de testes de outra vacina de dengue, produzida pelo Instituto Butantã em parceria com o National Institutes of Health, dos Estados Unidos. O prazo para a resposta da Anvisa sobre a terceira fase das pesquisas se esgota na primeira quinzena de junho.

A vacina produzida pela Sanofi Pasteur tem uma eficácia média de 60%. O coordenador do Programa Nacional de Controle de Dengue do Ministério da Saúde, Giovanini Coelho, já afirmou que, sozinha, ela não será capaz de conter a epidemia.

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