Santa Casa anuncia reabertura do Pronto-Socorro

O provedor Kalil Rocha Abdalla aceitou a oferta do governo e disse que a emergência deve reabrir às 22 horas

Fabiana Cambricoli e Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

23 Julho 2014 | 17h51

Atualizada às 19h53

O provedor da Santa Casa de São Paulo Kalil Abdalla afirmou na noite desta quarta-feira, 23, que aceitou, em reunião na Secretaria de Estado da Saúde, os R$ 3 milhões oferecidos pelo governo do Estado à entidade e que a emergência deve reabrir às 22 horas. Esse é o horário em que uma equipe médica e os materiais necessário para o trabalho estarão chegando.

Segundo Abdalla, o governo do Estado se comprometeu a pagar o total da dívida com os fornecedores, que é de R$ 50 milhões - os R$ 3 milhões agora e o restante em parcelas ainda não definidas. "Nós temos outra dívida de R$ 300 milhões que estamos negociando com o BNDES, que pediu que fizéssemos um projeto, que está em elaboração, para acertar o contrato", disse Abdalla.

"Esse (valor repassado pelo Estado) dá um fôlego parcial, mas se acertarmos com o BNDES também, ficará um fôlego bastante acomodado", afirmou. De acordo com Abdalla, o valor oferecido de imediato será suficiente para manter o pronto-socorro aberto por um período de uma semana a 10 dias.

A respeito de uma possível auditoria nas contas da entidade, o provedor disse ter "o maior interesse". "As contas estão abertas. Eu mesmo tenho o maior interesse que venham para se mostrar a lisura com que se trabalha aqui na Santa Casa. Nós temos condições de mostrar, não há problema nenhum, e vamos mostrar."

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