Santa Casa de São Paulo promove ação contra mal de Parkinson neste sábado

Mutirão atenderá 200 pessoas de 45 a 75 anos que têm sintomas e fizeram pré-agendamento

Agência Estado

22 Outubro 2010 | 16h54

SÃO PAULO - A Santa Casa de Misericórdia de São Paulo vai realizar neste sábado, 23, das 8 às 17 horas, uma ação de conscientização sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do mal de Parkinson.

A iniciativa reunirá médicos e residentes em atendimento pré-agendado a pacientes com sintomas da doença. Poderão se consultar 200 pessoas entre 45 e 75 anos no chamado "Mutirão de Parkinson".

"Este ano, aumentamos a faixa etária dos pacientes, que ano passado era de 50 a 70 anos, para oferecer um diagnóstico precoce, que é de extrema importância para o sucesso do tratamento", afirma o neurologista Emerson Gisoldi.

Os prováveis casos detectados serão encaminhados para avaliações mais detalhadas em outra data, e as pessoas com diagnóstico confirmado passarão a ser atendidas pelo ambulatório da Santa Casa.

"Além de auxiliar na identificação da doença, o mutirão tem como objetivo facilitar o acesso ao tratamento qualificado, além de informar a população sobre seus direitos", completa.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1% da população com mais de 65 anos é portadora de Parkinson. São pelo menos 4 milhões de pessoas em todo o mundo, e a estimativa é de que esse número dobre até 2040, em decorrência do aumento da expectativa de vida. De acordo com o Ministério da Saúde, pelo menos 200 mil brasileiros são vítimas desse mal.

A doença

O Parkinson é uma enfermidade degenerativa do sistema nervoso central, com caráter crônico e progressivo, cuja causa exata ainda é indefinida, mas sua principal consequência é a diminuição na produção do neurotransmissor dopamina - substância química que ajuda na transmissão de mensagens entre as células nervosas. A dopamina está presente em neurônios relacionadas aos movimentos, à postura e ao tônus muscular.

O tratamento mais comum é o que utiliza medicamentos que aliviam os sintomas, por meios de substâncias que se assemelham à dopamina. O mal de Parkinson é incurável e foi originalmente descrito pelo médico inglês James Parkinson, em 1817. No entanto, apenas no início da década de 1960 é que pesquisadores conseguiram identificar no cérebro de pacientes as alterações patológicas e bioquímicas que constituem a doença.

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