São Paulo ainda não deu nenhum registro para o programa Mais Médicos

Sem aval de conselho regional, 55 estrangeiros não têm data para começar a trabalhar

Fernanda Bassette - O Estado de S.Paulo,

23 de setembro de 2013 | 22h41

O início das atividades dos 55 profissionais estrangeiros e brasileiros formados no exterior escolhidos para atuar no Estado de São Paulo pelo Mais Médicos continua travado e sem previsão. Até esta segunda-feira, nenhum registro havia sido concedido pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), que espera posicionamento do Ministério da Saúde sobre inconsistências nos documentos apresentados. Outros 11 Estados apontam o mesmo problema.

Na última sexta-feira, representantes da Advocacia-Geral da União (AGU) e do ministério se reuniram na sede do Cremesp para buscar um entendimento e tentar agilizar a emissão dos documentos. O governo se comprometeu a "se debruçar" sobre as falhas apontadas durante o fim de semana para que os possíveis problemas fossem sanados o mais rápido possível, evitando mais atrasos.

No entanto, o dossiê apresentado pelo Cremesp na sexta-feira só foi protocolado nesta segunda-feira no ministério, segundo a AGU, que informou que os documentos começariam a ser analisados apenas nesta segunda-feira.

Em São Paulo, pelo prazo de 15 dias que o conselho teria para analisar os pedidos, 46 expiraram nesta segunda-feira. Seis vencem nesta quarta-feira e três só no dia 3 de outubro. Enquanto o registro não é fornecido, esses médicos ficarão nas cidades alocadas aguardando autorização para trabalhar. Por enquanto, estão visitando as unidades de saúde.

Registros. Rio, Maranhão, Paraná, Pará, Santa Catarina, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Amazonas, Mato Grosso do Sul e Piauí também não concederam registro alegando pendências nos documentos.

Levantamento do Estado em 23 conselhos regionais (exceto Minas Gerais, Roraima e Sergipe, além do Distrito Federal), aponta que até esta segunda-feira foram concedidos ao menos 158 registros aos estrangeiros, o que representa 23% do total (682).

Balanço apresentado pelo ministério, no entanto, traz um número bem menor: segundo o governo, até esta segunda-feira foram emitidos apenas 87 registros. Outros 115 devem ser entregues nesta terça-feira; até segunda-feira, foram protocolados 635 pedidos. O Conselho Federal de Medicina (CFM) aponta 86 registros concedidos até a tarde desta segunda-feira - 80% dentro do prazo previsto.

O governo já começou a trabalhar para tentar corrigir falhas. A ideia é criar a figura de um "responsável" por grupos de até 50 médicos, que ficará encarregado de reunir os documentos e enviá-los para os conselhos. / COLABORARAM LÍGIA FORMENTI, ALLAN NASCIMENTO E ANA PINHO, ESPECIAIS PARA O ESTADO

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