Divulgação/Governo de SP
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São Paulo bate novo recorde: 4.092 casos confirmados em 24 horas; mortes chegam a 4.501

Em dois dias, Estado registra a mesma quantidade de casos que nos dois primeiros meses da pandemia; São 58,3 mil infectados no total

Bruno Ribeiro e Mariana Hallal, O Estado de S. Paulo

15 de maio de 2020 | 13h55
Atualizado 15 de maio de 2020 | 18h21

SÃO PAULO - O Estado de São Paulo chegou a 58.378 pessoas infectadas com o novo coronavírus, das quais 4.501 morreram, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 15. O número foi atualizado às 16h20 pelo governo do Estado, que no início da tarde havia divulgado um total um pouco inferior de infectados (58.247) . O dado de hoje representa novo recorde de registros em 24 horas, 4.092 . Para se ter ideia, o Estado demorou entre 26 de fevereiro e 3 de abril para chegar ao total de 4 mil casos, número equivalente ao registrado entre quinta e sexta-feira. Também foram registradas 187 novas mortes no período.

O recorde anterior de novos casos havia sido no dia 5, quando se chegou a 3.800 registros em um dia. Segundo o secretário estadual da Saúde, José Henrique Germann, a taxa de ocupação dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) na região metropolitana da capital é de 84,4%. No interior, é de 68,8%. Ao todo, o Estado tem 3.904 pessoas internadas em UTIs e outras 6.205 em enfermaria.

Diante dos dados, o governador João Doria (PSDB) voltou a ser questionado sobre a eventual necessidade de um lockdown no Estado. E tornou a descartar a medida, por ora. "O protocolo (de lockdown) existe e ele está pronto. Mas neste momento ele não será aplicado. Se houver necessidade, aplicaremos." Ele revelou que, caso seja necessária, a medida poderá ser aplicada tanto a nível local quanto regional.

O coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus, Dimas Covas, reforçou os critérios para que o Estado caminhe no sentido oposto ao de fechamento total e comece a flexibilizar o isolamento social. Para isso, é preciso que haja uma desaceleração no número de novos casos por 14 dias e que a taxa de ocupação dos leitos de UTI se mantenha abaixo de 60%.

Estado compra dois milhões de testes

Doria anunciou a compra de dois milhões de testes rápidos para ampliar a capacidade de diagnóstico do Estado. Em abril, o Estado já havia comprado 1,3 milhões de testes, totalizando R$ 199 milhões em investimento. Os exames serão aplicados em parceria com o Centro Paula Souza.

Com isso, São Paulo inicia um plano de testagem dividido em três fases, conforme detalhou Covas. A primeira etapa, que inicia na próxima segunda-feira, tem como objetivo examinar 145 mil servidores das forças de segurança pública em 20 dias. O atendimento será mediante agendamento no aplicativo Hilab para evitar aglomerações.

O Estado afirmou que esse modelo também deve ser ampliado para profissionais da área da saúde que atuam em serviços estaduais e municipais, mas não explicou como isso vai funcionar. 

A segunda fase deve testar parentes de pacientes com os sintomas da doença e, na terceira fase, pessoas com sintomas da doença, mas que estavam em casa. "Esses pacientes não estavam sendo atendidos, até então porque existe a recomendação de que eles fiquem em casa. Então agora tem uma sistemática e esses pacientes serão atendidos", disse Covas.

O governo também preparou uma estratégia de contenção do coronavírus entre as pessoas privadas de liberdade e os idosos que vivem em asilos e abrigos. O Estado garantiu que, quando houver casos suspeitos, uma equipe de saúde se deslocará para coletar a amostra e fazer o teste RT-PCR. Não foi anunciado um plano de testagem em massa entre essas populações.

Com o incremento do número de exames, o Estado de São Paulo chegará ao índice de 27 mil testes por milhão de habitantes, próximo do nível de países como Itália e Espanha.

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