Divulgação/Governo de SP
Divulgação/Governo de SP

São Paulo chega a 129 mil casos confirmados de covid-19

Balanço da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo divulgado nesta quinta-feira mostra que São Paulo tem 8.561 mortes pela doença

Paloma Cotes e Marina Aragão, O Estado de S.Paulo

04 de junho de 2020 | 12h50

São Paulo chegou a mais de 129 mil casos confirmados do novo coronavírus. Balanço divulgado nesta quinta-feira, 4, pela Secretaria Estadual da Saúde mostra que o Estado tem 129.200 casos confirmados da doença, 5.717 novos casos registrados em 24 horas. Além disso, São Paulo já tem 8.561 mortes, 285 novos óbitos em 24 horas. São Paulo é o Estado com o maior número de casos confirmados e mortes no País.  Dados divulgados pelo Ministério da Saúde na noite desta quarta-feira mostravam que o Brasil tem 32.548 mortes e 584.016 casos.

Nesta quarta-feira, durante coletiva para falar sobre o Plano São Paulo, o Estado divulgou estimativas para o avanço da doença. De acordo com o vice-governador, Rodrigo Garcia, São Paulo deve ter entre 190 mil e 265 mil casos confirmados de covid-19 até o final de junho.

Pelo Plano São Paulo, o Estado foi dividido em regiões e essas regiões em fases, que vão de 1 (somente funcionamento de serviços essenciais) a 5 (chamada de 'novo normal controlado'). As fases também se dividem em cores, vermelho, laranja, amarelo verde e azul, sendo a primeira a restrição total e última a liberação. Grande parte do Estado ainda se divide entre as fases 1, 2 e 3. Para a reabertura econômica e classificação, o governo leva em conta a capacidade do sistema de saúde, com a taxa de ocupação de leitos de UTI e o número de leitos por 100 mil habitantes, além da evolução da epidemia, com números de casos, internações e óbitos. A reabertura foi autorizada pelo Estado a partir do dia 1. 

A taxa de ocupação de leitos de UTI é de 82,4% na Grande São Paulo e de 71,4% no Estado.

Capital e Grande São Paulo

A região metropolitana ainda está em avaliação e continua na fase 1, vermelha, onde só são permitidos serviços essenciais. "A questão fundamental da região metropolitana é a capacidade hospitalar. As cidades têm avançado e estamos trabalhando em conjunto para que essa capacidade possa fazer com que eles avancem de fase", afirmou o Marco Vinholi, secretário de Deesenvolvimento Regional. 

A capital paulista foi classificada na fase 2, que permite, ainda com restrições, a reabertura de escritórios, comércio de rua, shoppings centers, concessionárias e imobiliárias. Pelas regras dessa fase, shoppings só podem operar com 20% da capacidade e com horário de funcionamento de quatro horas por dia. Praças de alimentação não podem funcionar. A Prefeitura está recebendo as propostas das entidades dos setores e está submetendo os projetos à Vigilância Sanitária. O prefeito Bruno Covas (PSDB) dará uma entrevista coletiva na tarde desta quinta e deve falar sobre a reabertura na cidade. 

A taxa de isolamento social na capital paulista nesta quarta-feira foi de 49% e no Estado de 47%. A taxa continua abaixo de 55%, número que já havia sido dito pelo governo do Estado como um mínimo para garantir que não haveria problemas no atendimento à população em hospitais.   

"Se conseguirmos subir essa meta de isolamento, acima dos 50%, 60%, 70%, conseguiríamos controlar a pandemia mais rapidamente e mais rapidamente o Estado todo estaria caminhando para uma situação normal", afirmou Carlos Carvalho, coordenador do Centro de Contigência Contra a Covid-19.  

Testagem no Estado e uso da cloroquina

De acordo com Dimas Tadeu Covas, que é membro do Centro de Contingência Contra a Covid-19, Sao Paulo tem feito 8 mil testes dia. Segundo ele, o Estado já realizou 90 mil testes rápidos, aplicados em profissionais da saúde, segurança pública, presos e doadores de sangue. E a partir desta semana, os testes serão aplicados também em asilos e na Fundação Casa. "São 552 asilos no Estado e já tivemos mortes em alguns deles. É uma população de risco e que precisa de atenção", disse Covas.  

Segundo o Estado, 70 mil policiais militares e familiares já foram testados. Pelo menos 3 mil oficiais foram diagnosticados com a doença.

Sobre o uso da cloroquina, a Secretaria Estadual da Saúde afirma que emitou uma nota técnica que não recomenda a prescrição em casos leves, algo que vem sendo defendido pelo Ministério da Saúde. "Temos cloroquina em estoque. Mas a prescrição depende da avaliação do médico e do consetimento do paciente", afirmou José Henrique Germann, secretário Estadual da Saúde. 

"No protocolo que desenvolvemos no Hospital das Clínicas, nunca recomendamos o uso da cloroquina, a não ser que fosse em protocolos de pesquisa, mas a decisão cabe ao médico e ao paciente. Nunca fez parte da rotina no nosso hospital. Estão surgindo estudos e eles contiuam apontado para o não uso", afirmou Carvalho. 

Receba no seu email as principais notícias do dia sobre o coronavírus. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.