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São Paulo confirma mais 2 mortes por dengue

Uma das vítimas é uma mulher de 75 anos que morava na República e a outra, uma garota de 14 anos, que vivia no Limão, zona norte

Fabiana Cambricoli, O Estado de S. Paulo

26 de junho de 2014 | 21h24

SÃO PAULO - A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo confirmou nesta quinta-feira, 26, mais duas mortes por dengue na capital paulista. Com os novos casos, o número de óbitos pela doença neste ano já chega a dez. Em todo o ano passado, foram duas vítimas.

De acordo com a secretaria, um dos mortos é uma idosa de 75 anos moradora da República, na região central da capital. A outra vítima é uma adolescente de 14 anos, que vivia no Limão, zona norte. Embora tenham sido confirmadas só agora, as mortes ocorreram em 8 e 13 de abril, mês que registrou o pico da doença. Sete das oito mortes já divulgadas anteriormente ocorreram naquele período. Apenas um óbito ocorreu antes, no mês de fevereiro.

Até agora, a cidade já acumula 12.531 casos entre 1.º de janeiro e anteontem, alta de 10% em relação ao balanço anterior, divulgado na semana passada. Comparado ao mesmo período do ano passado, o aumento é de mais de 400%. De janeiro a junho de 2013, foram 2.479 casos. Em todo o ano de 2010, quando a cidade viveu o pior surto de dengue dos últimos dez anos, o número de casos não chegou a 6 mil, menos da metade do registrado em 2014.

Distritos. Segundo a Prefeitura, subiu de 11 para 16 o número de distritos da cidade com transmissão de dengue em nível de emergência. Dos 96 bairros, apenas um não registrou nenhum caso da doença: Marsilac, na zona sul de São Paulo.

Está na lista dos distritos em emergência o Jaguaré, campeão de casos na cidade. O bairro da zona oeste já teve 1.558 pacientes infectados, com índice de incidência de 3.124 casos por 100 mil habitantes. A partir de 300, a taxa já é considerada alta. Estão nessa situação outros seis distritos, cinco deles na zona oeste: Rio Pequeno, Butantã, Jaguara, Lapa, Raposo Tavares e Carrão, o único da zona leste.

Além dos 16 distritos em emergência, outros 32 bairros têm transmissão em alerta, entre eles o Limão, com índice de incidência de 133 casos por 100 mil habitantes e onde morava a adolescente de 14 anos que teve a morte confirmada ontem.

A taxa de incidência geral da capital paulista é de 111 casos por 100 habitantes, índice considerado médio pelo Ministério da Saúde. É a primeira vez em dez anos que essa taxa sai do patamar classificado como baixo (inferior a 100 casos por 100 mil habitantes).

Apesar dos números e da confirmação de duas novas mortes, a Secretaria da Saúde afirma que o pior período da doença já passou, já que o número de casos da doença registrados começou a desacelerar na cidade.

A Prefeitura afirma ainda que continua realizando ações de combate ao mosquito Aedes aegypti em todas as regiões da capital.

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