Raphael Alves/EFE
Raphael Alves/EFE

São Paulo detecta primeiro caso da variante de Manaus em paciente que não esteve no Amazonas

Prefeitura informou que foi notificada neste sábado (13), da detecção de um exame positivo para a variante de Manaus, a nova cepa em paciente que vive na cidade de São Paulo e não esteve na capital do Amazonas

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de fevereiro de 2021 | 22h11

A Prefeitura de São Paulo informou na noite deste sábado, 13, que a nova cepa da covid-19, originária de Manaus, foi dectectada, ontem, em São Paulo, em paciente que vive na cidade e não esteve na capital do Amazonas. O exame foi realizado pelo Instituto de Medicina Tropical da USP. Diante da descoberta, o órgão alertou a população sobre a maior transmissibilidade dessa variante e recomenda a busca imediata do Serviço de Saúde do município de São Paulo em caso de qualquer sintoma da doença – tosse, febre, dor de cabeça, entre outros.

O caso identificado apresentou sintomas leves da gripe, não necessitando de internação. Especialistas da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (COVISA) informam que os cuidados são os mesmos quando diagnosticada a covid-19 causada pelas demais variantes. 

Desde o final do mês de janeiro, a Prefeitura destinou o Hospital Municipal Dr. José Soares Hungria, em Pirituba, zona oeste da capital, para tratamento desta nova variante. No local, foram reservados 10 leitos, totalmente isolados, para que os pacientes possam ser atendidos. Caso seja necessário, existe a possibilidade de ampliar este espaço. No final de mês, três casos importados de covid-19 do Amazonas causados pela nova variante brasileira do coronavírus foram confirmado no Estado. Foram os primeiros registros da nova variante fora do Amazonas. 

Segundo estudos feitos por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e Fiocruz Amazonas, a cepa teria surgido em Manaus em dezembro e vem se disseminando com rapidez na capital amazonense. A variante, chamada de P.1, tem mutações importantes na proteína spike, responsável por permitir a entrada do patógeno nas células humanas.

A P.1 é derivada de uma das variantes predominantes no País, a B.1.1.28. É provável que ela tenha maior poder de transmissão por causa da mutação N501Y, presente também nas variantes identificadas no Reino Unido e na África do Sul.

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