São Paulo fica livre da difteria pela primeira vez

Balanço da Secretaria Estadual de Saúde revela que, pela primeira vez na história, nenhum caso de difteria foi registrado no ano passado no Estado de São Paulo.A doença vem registrando queda ano a ano. Na década de 70, havia, em média, cerca de 520 casos por ano. A queda se intensificou em 2003, quando houve 13 casos. Em 2004, apenas três casos e, em 2005, novamente três casos. No ano passado, nenhuma ocorrência foi verificada. A difteria é uma doença infecto-contagiosa causada pela toxina do bacilo corynebacterium diphteriae, que provoca inflamação da mucosa da garganta, do nariz e, às vezes, da traquéia e dos brônquios. A doença, que pode levar à morte, atinge pessoas de qualquer idade. Por isso, a secretaria recomenda a vacinação de todas as pessoas. A transmissão da doença acontece de pessoa para pessoa, através de gotículas de secreção respiratória contendo a bactéria e, eventualmente, por secreção de lesões cutâneas. Os sintomas vão desde a insuficiência respiratória alta até o comprometimento cardíaco, neurológico e renal. A vacina contra a difteria também protege a pessoa contra o tétano, pois essa doença também é causada por uma toxina produzida pelo clostridium tetani, que pode matar.

Agencia Estado,

17 de abril de 2007 | 12h56

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