São Paulo planeja reduzir intervalo entre 2ª e 3ª doses diante da variante Ômicron

Secretário de Saúde, Edson Aparecido, reforçou que a cidade já pode atender 1,2 milhão de pessoas graças as vacinas em estoque

Redação - O Estado de S.Paulo

Com a disseminação da variante Ômicron, a Prefeitura de São Paulo planeja alterar o cronograma pré-estabelecido para a segunda e terceira dose da vacina da covid-19. Em entrevista ao programa Ponto a Ponto, da Bandnews, o secretário de Saúde, Edson Aparecido, informou que o município irá pedir autorização da Anvisa para reduzir o intervalo de cinco meses para quatro meses. O comitê científico do estado de São Paulo também será consultado.

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"A nossa ideia é ampliar a cobertura vacina da população com a terceira dose. Recentemente o município tomou a decisão importante de aplicar a vacina da Pfizer como reforço para quem tomou Jansen. E agora temos esse estudo da Vigilância Sanitária, que acabou de fazer. Hoje discutimos isso com o prefeito Ricardo Nunes, que está em Nova York. Tem a possibilidade de redução do prazo para 4 meses", indicou o gestor. 

A Secretaria Municipal de Saúde confirmou a informação ao Estadão na manhã desta quinta-feira, 2. "A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), enviou na manhã desta quinta-feira (2) para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para o comitê científico do Governo do Estado e para o Ministério da Saúde, uma solicitação de autorização para que seja feita a redução do intervalo da dose adicional de vacina antiCovid para adultos, passando de cinco para quatro meses. Atualmente, a dose de reforço pode ser aplicada a partir de cinco meses após o recebimento da segunda dose". 

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A Prefeitura de São Paulo vai pedir autorização da Anvisa para reduzir o intervalo de cinco meses para quatro meses na aplicação das doses da covid-19. Foto Leo Souza / Estadao Foto:

O secretário ainda reforçou que medida semelhante já está sendo aplicada na União Europeia e no Reino Unido. "E agora, com a nova variante, isso é importante", reforçou.

Aparecido apontou que outros Estados e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) estão consultando a agência reguladora para fazer alteração. "Devemos fazer solicitação à Anvisa, mas também ao Comitê Científico do Estado. Estado e município poderiam tomar essa decisão. Não precisa autorização da Anvisa. Temos uma quantidade expressiva de vacinas", declarou Aparecido, apontando que, caso a autorização seja concedida, a cidade já poderá atender 1,2 milhão de pessoas graças a doses em estoque. 

O secretario lamentou também que muitas pessoas ainda não concluíram o ciclo de imunização. "Temos 1 milhão de pessoas que poderiam ter tomado a terceira dose e não compareceram. Esperamos que, com nova variante, a população possa comparecer e se imunizar de forma completa."

Os dois primeiros casos da variante no Brasil foram confirmados em São Paulo nesta terça-feira, 30, em um casal vindo da África do Sul. O homem de 41 anos e a mulher de 37 estão com sintomas leves. Nesta quarta, 1º, o terceiro diagnóstico positivo foi confirmado em um homem de 29 anos vindo da Etiópia, que desembarcou em Guarulhos no último sábado, 27. O paciente não apresenta nenhum sintoma. / Colaborou Júnior Moreira Bordalo.

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Com a disseminação da variante Ômicron, a Prefeitura de São Paulo planeja alterar o cronograma pré-estabelecido para a segunda e terceira dose da vacina da covid-19. Em entrevista ao programa Ponto a Ponto, da Bandnews, o secretário de Saúde, Edson Aparecido, informou que o município irá pedir autorização da Anvisa para reduzir o intervalo de cinco meses para quatro meses. O comitê científico do estado de São Paulo também será consultado.

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