São Paulo quer eliminar a sífilis congênita nos próximos dois anos

Estado registra hoje 1,4 caso por mil nascidos vivos; aborto e morte do feto são consequências

estadão.com.br

14 Outubro 2010 | 18h02

SÃO PAULO - O Estado de São Paulo deve reduzir, nos próximos dois anos, a incidência de sífilis congênita para menos de um caso em mil nascidos vivos. A meta é da Secretaria de Estado da Saúde e, sob o ponto de vista epidemiológico, isso representará a eliminação da doença.

Atualmente, São Paulo tem índice de 1,4 caso de sífilis congênita por mil nascidos vivos. Estima-se que duas a cada cem grávidas sejam portadoras do treponema pallidum, bactéria causadora da doença, que é 100% evitável. Aborto espontâneo, morte perinatal (entre o sétimo mês de gestação o sétimo dia de vida do bebê) e natimortos são algumas consequências da sífilis congênita.

Para eliminar a doença, a secretaria vem reforçando junto aos municípios a necessidade de um diagnóstico precoce, para que o tratamento seja bem sucedido e evite a infecção dos bebês. Deve ser oferecido às mulheres o teste de sífilis (VDRL) no primeiro e no terceiro trimestre de gravidez, além de repeti-lo na hora do parto.

A medicação (penicilina) para o tratamento está disponível, gratuitamente, no Sistema Único de Saúde (SUS). "Graças ao plano de eliminação da sífilis congênita, houve aumento de 98% do número de municípios notificantes de casos em gestantes", afirma a coordenadora do Programa Estadual de DST/Aids, Maria Clara Gianna.

A secretaria do Estado, por meio do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids, mantém um serviço telefônico gratuito para tirar dúvidas da população sobre sífilis e demais doenças sexualmente transmissíveis (DST). O telefone é o 0800 16 25 50, e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.