São Paulo registra 1ª morte causada pelo vírus da gripe suína

Menina de 11 anos é a segunda vítima do vírus no País; pais e irmão da vítima também contraíram a doença

Vitor Sorano, Jornal da Tarde,

10 Julho 2009 | 15h43

A primeira vítima da gripe suína em São Paulo é uma menina de 11 anos. A morte da menina foi anunciada nesta sexta-feira, 10, pela Secretaria de Estado da Saúde. A menina morreu em 30 de junho em Osasco, seis horas depois de dar entrada na emergência de um hospital particular. Esta é a segunda morte causa pelo vírus no País.

 

A menina começou a ter dores abdominais, vômito e febre no dia 28 de junho. No dia seguinte, teve febre, tosse, dores pelo corpo e vômito. A vítima foi levada ao hospital no dia 30, onde morreu após ser internada na UTI e ter uma parada cardio-respiratória. Após a morte da menina, foram descartadas dengue, meningite, leptospirose e febre-amarela. A causa da morte apontada pelos médicos foi infecção generalizada.

 

No entanto, os pais da menina apresentaram sintomas da gripe e, após exames, foi confirmado que eles tinham contraído a doença. Com a confirmação dos casos dos pais, foram feitos exames no sangue da menina. Os resultados dos exames ficaram prontos na quarta-feira, dia 8 de julho, e confirmaram que ela tinha o vírus A (H1N1).

 

O irmão da menina, de 7 anos, foi internado com sintomas da doença, mas já recebeu alta. Uma criança que também teve contato com o irmão da vítima apresenta sintomas leves da doença, segundo a secretaria.

 

Na coletiva da tarde desta sexta, a Secretaria confirmou que atualmente são 457 casos do vírus A (H1N1) no Estado de São Paulo, onde cinco pacientes estão internados. Em todo o País, já foram confirmados 1.023 casos da doença.

 

 

 

 

A primeira vítima da doença no País foi um caminhoneiro de 29 anos que estava internado em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. A morte foi confirmada pelo Ministério da Saúde no dia 28 de junho. Vanderlei Vial esteve na Argentina a trabalho por sete dias e retornou ao Brasil no dia 19 de junho, já com sintomas da doença, como dores no corpo, febre e tosse. Decidiu procurar o hospital no dia seguinte, quando foi internado e teve diagnóstico confirmado. No dia 23, teve piora do quadro respiratório, que evoluiu para pneumonia, insuficiência respiratória e coma. 

 

Texto ampliado às 16h29 para acréscimo de informações.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.