TIAGO QUEIROZ / ESTADÃO
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São Paulo registra maiores fluxos de veículos desde o início do isolamento

Índice pode apontar início de retomada das atividades. Registros levam em consideração monitoramento da CET e dados do Waze

Márcia De Chiara, O Estado de S.Paulo

23 de abril de 2020 | 23h41

SÃO PAULO - A cidade de São Paulo bateu nesta semana dois recordes de fluxo de veículos em circulação desde o início do isolamento social em 24 de março. Na manhã desta quinta-feira, 23, houve o maior índice de congestionamento para o período e nesta quarta, o de maior lentidão. Esses são indícios de que uma retomada das atividades começa a ser ensaiada.

Nesta quinta, o índice de congestionamento às 8h era de três quilômetros em 868 quilômetros de vias monitoradas pela Companhia de engenharia de Tráfego (CET). Esse congestionamento ocorre um dia depois de o fluxo de veículos apresentar o maior índice de lentidão nesse mesmo horário desde o começo do isolamento.

Na quarta-feira, às 8h, a lentidão era 19 quilômetros nas vias monitoradas, segundo o novo indicador da CET calculado a partir de dados apurados pelo aplicativo de transporte Waze. Nesta quinta às 8h havia 10 quilômetros de lentidão.

Enquanto a CET considera congestionamento a formação de filas, o Waze avalia como lentidão qualquer atraso em relação ao tempo de deslocamento traçado na origem da rota. Portanto, o indicador de lentidão dá uma ideia mais precisa de como anda o deslocamento dos paulistanos pela cidade.

O pico de lentidão registrado na manhã desta quinta mostra que as vias mais paradas são tradicionais corredores de fluxo da cidade em dias normais e que não se trata de acúmulo pontual de veículos. Nesta quinta-feira, a Radial Leste foi responsável por quase 20% de toda a lentidão de trânsito que havia na capital paulista até às 11h, seguida Estrada de Itapecerica da Serra (13%), Avenida Raimundo Pereira de Magalhães (13%) e Avenida do Estado (9%).

De acordo com a CET, picos de lentidão bem mais modestos do que os registrados nesta semana ocorreram nos dias que antecederam a Páscoa, mas concentrados nas imediações de supermercados. Isso reforça a indicação que, aos poucos, o isolamento começa a ser quebrado.

Na noite desta quinta, o congestionamento atingiu três quilômetros, menor que os nove registrados no mesmo horário da noite anterior. 

Transporte público

Já nos ônibus  municipais que normalmente tinham  9 milhões usuários diariamente, antes da quarentena, desde meados do mês teve uma discreta redução no porcentual de pessoas transportadas, apontam dados  da SPTrans. Desde o dia 15 abril, os ônibus têm levado 29% do número normal de passageiros, isto é, 2,6 milhões de usuários. É uma fatia maior do que a registrada na primeira semana do isolamento, quando chegou a transportar 2 milhões de pessoas por dia ou 23% do público normal. Daí para frente essa fatia foi aumentando e chegou a 32%  no dia 13 abril. Mas ,de lá para cá, tem recuado.  

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